Há alguns meses que a RSA vem passando por sérios problemas de credibilidade junto aos seus produtos e serviços. Primeiro foi a invasão dita como altamente sofisticada feita em sua rede. Depois pois foi a quebra de segurança em seus etokens, onde uma das maiores empresas de fornecimento de tecnologia focada em segurança e que trabalhava em parceria com RSA fornecendo soluções para o governo americano foi hackeada.

O novo contratado, Eddie Schwartz, traz um currículo de peso, com mais de 25 anos de experiência, mas a pergunta que fica no ar: Será isso suficiente para resolver os sérios problemas que ela sofreu e que criou para os seus clientes.

Empresas concorrentes como a Vasco estão aproveitando e muito o momento delicado que a RSA vem passando para fazer propaganda de seus produtos e apresentar ao mercado que há outras soluções, que podem até mesmo serem mais eficientes que as vendidas pela RSA.

O que acho interessante em toda essa história é que empresas parecem times de futebol, trocam os seus técnicos/diretores achando que em pouco tempo todos os seus problemas serão resolvidos. Não é bem assim. O novo “treinador” precisa ser bem cuidadoso, principalmente quando ele irá coordenar um time como o da RSA. Mudanças de elenco ocorrem, mas nestes casos, estamos falando de cérebros, não de massa muscular bruta.