Um artigo bem interessante escrito pelo Julio Della Flora para o coruja de ti.

Em meados de 2009, Carol Kasyjanski se tornou a primeira americana a receber um marca-passo sem fio, esta tecnologia permitiria que seu médico acompanhasse através da internet o funcionamento do coração de Carol. Sem dúvidas isso representa um avanço notável para a medicina e a informática. (info.abril.com.br)

Vamos então esmiuçar o funcionamento de um marca-passo. Um dispositivo de aplicação médica cujo objetivo é regular os batimentos cardíacos em portadores de doenças do coração, para que isso seja possivel o aparelho produz estímulo elétrico ao detectar um numero de batimentos abaixo do normal.

Com o avanço da tecnologia podemos contar com marca-passos inteligentes que apresentam relatórios da condição do paciente e são acessados via internet, podendo até enviar mensagens ao celular do seu médico quando as coisas não estiverem funcionando bem. Porém como já sabemos, ao se disponibilizar serviços baseados na internet devemos tomar várias precauções quanto à segurança destes serviços.

Teoricamente, um marca-passo que disponibiliza informações e controles através da internet pode ser explorado por indivíduos maliciosos, vindo a ter suas configurações alteradas e até mesmo desligando o aparelho.

Segundo o site Inovação Tecnológica, os novos modelos de marca-passo não possuem nenhum tipo de autenticação para se comunicar, ao ponto de permitir que se alterem configurações e se desligue o aparelho remotamente sem a necessidade de credenciais de acesso.

Ainda segundo o site, foram desenvolvidos programas capazes de interceptar os sinais de um desfibrilador implantável, capturar todas as informações de um paciente hipotético e enviar instruções ao aparelho de forma que o mesmo disparasse um choque que poderia induzir à fibrilação ventricular, provocando assim a possível morte do paciente.

Alternativas para esse problema estão sendo apresentadas, como em “Keeping Pacemakers Safe from Hackers” e  Protecting Medical Implants from Attack.

Veja também os links:

Marca-passos e desfibriladores com tecnologia wireless colocam pacientes em risco.

Pesquisa: Ataque remoto à marca-passos