Neste ano, houve uma incrível corrida de mercado por parte das grandes empresas de hosting no país para expansão de seus datacenters, consolidação de suas operações e compra de concorrentes. Vejam por exemplo o caso da UOL, ela comprou a DHC e a DIVEO, sendo está última aquisição uma das maiores feitas nestes últimos 2 anos, dizem que a transação pode ter passado do meio bilhão de reais.

Toda essa movimentação por parte das empresas de hosting no Brasil está ocorrendo por dois motivos:

  • – aumentar a sua lucratividade aumentando a quantidade de clientes suportados
  • – entrar no mercado de outsourcing, mercado esse controlado por dois gigantes, IBM e HP

Muitos que leem este post irão falar de TIVIT, CPM e outras empresas brasileiras, mas convenhamos, não podemos comparar o poder de fogo, até esse momento, com as maiores empresas de tecnologia do mundo quando o assunto é outsourcing. IBM e HP possuem operações em quase todos os continentes, menos o Antártico que eu saiba, com isso, essas empresas têm capilaridade e a capacidade de atender em qualquer parte do globo e renegociar grandes contratos.

É comentado nos bastidores das grandes empresas de TI que a TIVIT, assim como a Locaweb, deu um passo maior que a perna e subestimou a operação de alguns de seus grandes clientes, devido a essa falha, a TIVIT saiu machucada chegando a perder algumas grandes contas. Alguns dizem que o principal motivo foi a falta de experiência de executivos e profissionais de outsourcing trabalhando em suas operações.

Vejam que as últimas contratações de peso da TIVIT foram de profissionais oriundos de empresas como IBM. Experiência é tudo, principalmente quando falamos sobre outsourcing.

Dois pontos importantes quanto ao outsourcing:

  • Quando uma empresa está terceirizando a sua operação de TI é porque ela quer baratear os seus custos, melhor a qualidade de sua operação e atualizá-la.
  • Quando uma empresa está renovando o seu contrato de terceirização, ela deseja aumentar o que é suportado por em média 20% a menos do que foi contratado anteriormente.

Esses dois pontos são os grandes desafios das empresas de outsourcing, pois um dos mais altos custos está relacionado a folha de pagamento, profissionais com grande experiência no suporte a grandes contratos de outsourcing são caros. Alguns executivos tinham encontrado a “fórmula mágica” para resolver este problema: a pirâmide. Para um contrato que necessite 10 analistas de suporte, serão alocados 6 analistas juniores, 3 plenos e 1 sênior.

Parece fácil, mas e quando a operação é complexa, principalmente nos 6 primeiros meses de contrato logo após a migração. Clientes são iguais a um filho único com 4 anos de idade, mimado, chato e birrento. Precisa ter muito tato para se lidar nestas situações e nessa hora é necessário um grupo de profissionais capacitados e com experiência, quer dizer, gente cara.

Veremos o que ocorrerá nos próximos trimestres de 2011.