Alguns de vocês já devem ter ouvido a seguinte expressão dentro de multinacionais: Fulano é diretor(a) geral ou presidente, mas é rei. Essa expressão quer dizer que o alto executivo possui o cargo, a pompa, o salário, mas quem manda é o parlamento, que neste caso é a sede da empresa, e isso é muito comum entre as grandes empresas, onde as filias brasileiras existem para dar lucro e enviá-lo para fora, seus presidentes estão ali para cumprir agenda e falar para mídia, todas as ordens vêm da sede.

Durante a minha via profissional eu participei de reuniões e apresentações de diretoria e presidência que começam da seguinte forma: A sede(EUA) mandou cortar 300 vagas. A sede falou que precisamos aumentar os lucros.

Quem decide no final das contas o futuro da empresa é a sede, por este motivo eu fico quieto quando algum brasileiro é nominado diretor ou presidente de uma multinacional. São raros os casos que a sede da carta branca para estes executivos, tem sempre alguém para orientá-los, esse alguém não fala o nosso idioma.

O anúncio quanto  a contratação ou demissão de x funcionários vem na maioria das vezes depois que alguém colocou um número no SAP, – sistema de gestão, e mandou salvá-lo, o presidente ou diretor brasileiro recebeu a informação, ficou irritado, ligou para sede e ouviu a seguinte frase: Se você não reduzir o casto para x, é você que será demitido! Essa é a regra do jogo, joga quem quer.

Outro ponto importante é a vida média de um executivo dentro das multinacionais, que atualmente está na casa dos 4 anos. Este tempo  de permanência começou a ser uma realidade também para cargos de gerência e administração ou suporte de ambientes, isso devido a alta procura por profissionais capacitados e experientes.