Cresci entre as décadas de 80 e 90, rodeado de alguns amigos e vários desenhos animados e programas que marcaram época. Ser maneiro era ter carro, falar grosso, tomar cerveja e fumar cigarro. Isso foi igual durante bastante tempo para a grande maioria dos adolescentes. Mas isso mudou e faz só 6 anos. Ser legal hoje é ter um perfil no twitter, facebook e não ter nada no orkut – quando falamos dos EUA, Europa e Asia, no Brasil ainda é legal, para alguns.

Infelizmente ainda há uma boa leva de adolescentes que acha que fumar deixa mais cool, a única coisa que eu sei é que te deixa doente.

Não podemos nos esquecer das centenas ou dos milhares de seguidores. Se você não tiver, esqueça, ninguém gosta de você e você não é interessante. Vá em um shopping da grande SP ou do Rio, você verá vários adolescentes, todos eles pertencentes a alguma tribo, mas todos eles tem uma coisa em comum, são nerds ou geeks.

Eles não desgrudam do seu IPOD, Iphone, IPAD, smartphone. Sem estes gadgets, eles podem pirar, estão constantemente atualizando seus perfis. Só que quem criou a maioria destes produtos ou serviços foram adolescentes, e hoje, eles possuem bilhões nas suas contas bancárias. Alguns analistas dizem que estamos no meio de uma nova bolha especulativa como a Internet, a bolha 2.0, mas como ir contra a moda que afeta bilhões de pessoas em todo mundo ?

Como falar que o twitter, uma ferramenta que cresce mais de 100% ao ano está com o seu valor super estimado ? Ou o Facebook, que em pouquíssimo tempo conseguiu reunir uma população maior que a dos EUA e ajudou a eleger um presidente negro.

É comum você ver empresas embrionárias, as conhecidas startups, uma molecada que nem entrou na universidade e a barba começou a crescer, mas já receberam milhões de dólares em investimentos. Bancos, instituições de ensino e até mesmo a televisão já mudaram para atender este novo público, rico e formador de opinião.

Uma coisa ficou clara, os jovens não estão preocupados com o futuro profissional dentro de uma única empresa, mas sim o futuro de suas vidas, reais ou virtuais na maioria dos casos.