A Netflix é uma empresa bem conhecida nos EUA, é responsável pela venda online de filmes e seriados, líder no mercado americano por sinal. Se você quer assistir um filme ou uma série, é só conectar um de seus aparelhos, como demonstrado na foto abaixo, via Internet, pagar por uma mensalidade, e bingo, você assistirá a tudo no conforto da sua casa.

O problema é que a Netflix no horário de pico consome mais de 20% de toda a banda larga americana, isso é muito coisa para um único serviço, não podemos nos esquecer que a Google é responsável por 18% de todo tráfico internet no planeta e possui mais de 30 serviços.

Vários provedores de Internet nos EUA estão preocupados com o súbito aumento quanto ao streaming de dados, aumento esse liderado pela Netflix, e essa preocupação não é pequena e nem boba, a Netflix acaba de iniciar a sua operação no Canadá, mas todos os dados, filmes e séries ficam armazenados nos EUA, podendo assim aumentar o consumo de banda internet dos EUA em mais 5% nos próximos 4 meses.

O gráfico abaixo apresenta o expressivo crescimento do tráfego de streaming de 2008 para 2009 (Real-time Entertainment é o tráfego streaming):

Algumas análises já indicam que 10% de todo o tráfego Internet canadense é devido ao serviço de streaming da NetFlix e já é dito que a ela possui o dobro de usuários se comparado com o Youtube, no Canadá. 🙂

Empresas de venda de banda larga como a Comcast iniciaram um controle mais criterioso quanto ao streaming em seus links, colocando alguns limitadores nos horários de pico para que o acesso Internet de todos os seus clientes não seja afetado.

Já houve a tentativa de venda de serviços igual ao Netflix no Brasil, mas não preciso dizer que ele esbarrou em um pequeno problema, a banda larga brasileira ainda é bem ruim.

Serviço como o Neflix só tendem aumentar em todo mundo, mal saiu uma série na TV e você não estava em casa para assistir ou quer ver a reprise, é só acessar o Netflix e começar a ver, você ainda tem a pausa para fazer pipoca e ir no banheiro, o tempo que você precisar.

fonte: slate