Triste saber que a vida de mais um ciclista foi tirada nesta cidade tão louca, tão insana e com pouca educação.

Na tarde de hoje, fiquei sabendo que o Marlon Moreira de Castro veio a falecer, entre a Brigadeiro Luis Antônio e A Av. Paulista. Vítima de um ônibus.

Ele trabalhou durante um tempo na empresa Carbono Zero. O conheci na época que sai da HP e estava tocando um outro negócio. Ele havia chegado com uma encomenda, vermelho como um pimentão, pois era branquelo//

Levantei da cadeira e comecei a puxar papo, pois sou ciclista e um apaixonado pelo esporte. Eu disse que conheci o pessoal da Carbono Zero no The HUB e me amarrava nas cores do uniforme deles, e que um dia, trabalharia com eles, pelo menos por um mês, para ter a mesma roupa. 🙂

Dei a ele uma coca de 600ml e umas barras de cereais. Ele agradeceu e lembro do que me disse — ciclista se ajuda no lugar q for, e isso q é maneiro..

Nos poucos minutos que conversei com Marlon, ele me passou a impressão, logo de cara, de uma pessoa que era apaixonada pelo que fazia. Que gostava de correr de bike por SP, comentando da necessidade de mais ciclovias e do respeito que os motoristas deveriam ter por todos.

Infelizmente o cara morreu no trânsito.

Liguei agora pouco na Carbono Zero. Disse que se a família precisasse de qualquer coisa que era para ligar para mim..

Isso me lembrou de uma coisa:

O vento na cara, a poeira no cabelo, as pernas bambas, a bicicleta nas mãos e uma única coisa vem a cabeça – a sensação de liberdade e de satisfação que vc possui no momento que passa dos 27 KM/h, sabendo que isso tudo é graças a vc, o ciclista..