O MIT, uma das faculdades mais renomadas em todo mundo, publicou um artigo que diz que o maior gargalo para as redes de alta velocidade está na velocidade da luz!, isso porque operação financeiras precisam ser executadas em várias partes do mundo em microsegundos e a velocidade da transmissão de dados começou a afetar a execução destas operações.

Entendam que o mercado financeiro possui todas as suas transações financeiras negociadas nas bolsas de valores, bolsas essas que estão em países e continentes diferentes. O volume de dinheiro negociado na bolsa de São Paulo passa de R$ 2 bilhões de reais o dia :), imaginem na bolsa de Nova York e na Bolsa de Frankfurt, na Alemanha. Caso uma operação da bolsa de Hong Kong tenha que ser executada no Brasil, ela demorará alguns segundos, segundos esses decisivos para o fechamento de um negócio.

A bolsa Brasileira já oferta um serviço de hosting em seu prédio, isso para atender grandes bancos e corretoras que desejam levar alguns micro segundos de vantagem em uma determinada operação.

NYSE Euronext (Bolsa dos EUA mais a da Europa) recentemente revelou planos para expandir sua infra-estrutura para adicionar um ponto de presença em mais de  30 data centers espalhados pelo mundo, isso tudo para aumentar a velocidade nas transações financeiras que passam em seus computadores.

Uma solução para diminuir o tempo de latência que as redes de grandes instituições financeiras estão sofrendo é a instalação de cabos de fibra ótica submarinos e intercontinentais ligando diretamente os seus datacenters, exemplo disso é a instalação de um novo cabo de fibra ótica  que irá conectar as bolsas de Nova York e de Londres, alcançando uma das menores latências de dados de todo o mundo, 60 milesegundos. Esse cabo de fibra passará dados mais rápidos que o atual, Global Crossing AC-1 e que já liga os dois continentes, o Americano e o Europeu.

Milhares de dólares estão sendo investidos na construção de grandes datacenters intercontinentais para atender a alta velocidade quanto a transmissão de dados.

A segunda preocupação no momento que está passando na cabeça dos grandes investidores e causando altos gastos é com a segurança, tivemos o atentado de 11 de Setembro que derrubou as torres gêmeas, matando milhares de pessoas e destruindo a bolsa de valores de Nova York, a bolsa ficava em uma das torres. Vários datacenters de contingência foram criados para atender as instituições financeiras, além da criação de postos de trabalho duplicados.

Outra ponto é o cyber terrorismo, vimos a poucos dias que um simples chamado pelo Twitter conseguiu derrubar o site da Visa, Mastercard e Paypal, imaginem se esse ataque for direcionado à rede de alguma das bolsas de valores, será um desastre financeiro. É claro que várias medidas já foram tomadas como a não comunicação destas redes diretamente com a Internet, mas nem isso é garantia de segurança.

Nos resta aguardar por novas tecnologias para transmissão de dados.