Muitos administradores de infraestrutura e servidores trabalharam nestes últimos 3 anos no Brasil, na implementação ou virtualização de seus datacenters e servidores, pelos 3 principais motivos:

  • Atualização do parque tecnológico
  • Migração do físico para o virtual para ganhar mais espaço físico no datacenter para instalação de novos datacenter e com isso, ofertar mais produtos e serviçosa
  • Redução de custo de energia, software e hardware

Uma série de facilidades foram alcançadas e com elas, melhorias no dia a dia de suporte do ambiente, mas e ai, mudou alguma coisa no suporte, na forma de administrar ou controlar o ambiente ? A resposta é sim, mudou.

Upgrades de Segurança / Patches

Começando pela implementação de patches de segurança, tarefa essa que antes era vista com precaução e um certo receio, já que o fallback ou plano de volta em caso de problema não era 100% garantido, eu que o dica com patches Microsoft e Oracle. Com a virtualização ficou muuuuito mais fácil, antes de inciar a janela de manutenção é só executar um snapshot (cópia do arquivo .vmdk, no caso, cópia do estado o qual a máquina virtual esteva funcionando naquele exato momento, antes do patch) .

Implementado o patch ou patches de segurança, você passará para segunda fase, testes, putz, deu problema, e agora ? Simples, pare a máquina virtual que apresentou problema devido ao patch de segurança e suba/inicie o snapshot, um serviço que demandará no máximo 15 minutos. Lembrem-se de como era demorado voltar um backup e rezar para que o mesmo funciona-se sem problemas, sempre tinha um arquivo que corrompia.

A boa prática quanto a criação de uma farm/parque de servidores que suportarão o ambiente virtual diz que você deverá possuir entre 50% a 40% de recursos disponível em casos de desastres ou para eventuais máquinas virtuais novas que serão utilizadas para atender uma emergência, essa boa prática facilita em muito o dia a dia dos administradores e não deixa ninguém dormir, claro se a distribuição de servidores virtuais foi feita de corretamente, não deixando dois servidores virtuais que fazem parte de um cluster na mesma máquina física. 🙂

Detalhe: O FBI utiliza há algum tempo, a virtualização para a clonagem de computadores utilizados por hackers para analisar quais técnicas e ferramentas foram utilizadas para um invasão, essa clonagem possibilita a realização de milhares de testes sem perder a integridade do dado em si ou comprometer a segurança do próprio FBI, pois é possível subir/iniciar uma máquina virtual sem que a mesma esteja conecta a uma rede.

Backup

O backup em ambientes virtuais também sofreu um grande mudança, onde várias empresas implementaram storages com discos SATA, muito mais baratos que os SAS, SCSI e Fibra, para servirem de área de backup. Um exemplo: Na média, uma gaveta de um storage comportará até 15 discos, cada disco de 2 TB, com isso teremos 30TB brutos de espaço em disco, se for montado um RAID 5 (conforme figurá abaixo) teremos uma perda entre 30% a 33% de espaço, nos restando 21TB, mais ou menos, essa área se tornará uma área de manobra pré-backup, digamos assim, em caso de algum problema com o seu servidor virtual e a solução for o restore do backup, com essa área de manobra não será necessário solicitar um restore de fita, desde que o backup na nesta área atenda a sua necessidade, digo de própria experiência que essa área atende mais de 80% dos casos de restore.

O custo de um gaveta composta por discos SATA é irrisório se comparado com outros modelos de disco e o seu custo benefício e fantástico se comparado com soluções de backup que utilizam fita.

Ambientes WEB / DMZ

Tenho percebido que cada vez mais são utilizados farms dedicados aos ambiente WEB ou DMZ (zonas desmilitarizadas), atendo a demanda de suporte para servidores HTTPD, Email, DNS entre outros, essa prática visa dois objetivos :

  • Segurança, caso algum servidor necessite de um patch de segurança, o mesmo será implementado, em caso de falhas, é só retornar o snapshot, um dowtime de no máximo 30 minutos.
  • Escalabilidade, caso haja alguma campanha de marketing e seja necessário mais 3 servidores para suportá-la, é só clonar o que estava atendendo, executar algumas alterações como IP e nome do servidor, e pronto, o seu novo parque de servidores estará a postos para atender. Em poucas horas você terá um ambiente produtivo no ar.

Rede

A proporção 1 para 10, quer dizer, 10 servidores virtuais em um único servidor físico além de reduzir a quantidade de máquinas físicas, reduz também a quantidade de cabos de redes e switches para suportar a rede virtualizada, já que é feito a utilização de poucas placas de rede, na grande maioria Gigabit, para suportar 5 ou até mesmo 10 servidores virtuais, mas tenha muito cuidado com isso, dependendo do que o seu ambiente virtual for atender ou suportar, em casos causos será necessária a dedicação de uma placa de rede para um determinada máquina virtual, eu já vi acontecer.

A tecnologia FCoE é a nova vedete no mundo das redes, conseguir colocar em um único cabo 10GB de tráfego, tanto de redes quanto de storage, não é para qualquer um. O padrão 40GB e o 100Gb está saindo do forno para o próximo ano, como diz um amigo: “O céu é o limite”.

A migração de uma máquina virtual para uma outra rede ficou muito mais fácil, não é necessário alterar cabos (só em casos extremos), mas sim alterar a VLAN tag no VSwitch(mundo VMware), um procedimento que leva poucos minutos para implementar e testar.

Nós, Os Administradores

A função de administradores de infraestrutura ou suporte sofreu uma grande mudança, agora além de suportar ambientes Linux, Windows e afins, você deverá  suportar um ambiente virtualizado utilizando em mais de 80% dos casos tecnologia VMware, que na minha opinião, é um RedHat alterado, ter mais conhecimentos quanto a redes e segurança. Já percebi uma redução no número de profissionais para suportar um parque virtualizado, onde tínhamos para cada 25 servidores Linux, um administrador, agora temos 60 máquinas virtuais para 1 administrador Linux – grande mudança em.

Um ponto positivo disso é que a virtualização está fazendo ambientes quase que quadriplicar a cada 6 meses, devido a facilidade e ao custo reduzido quanto a licenciamento e suporte. Não vejo a preocupação que muitos profissionais tinham de perder os seus empregos divido a virtualização, na verdade eu vejo uma evolução do profissional, onde ele só sabia uma tecnologia, agora ele terá que saber outras para suportar o ambiente.

A demanda por profissionais generalistas em suporte à infraestrutura está aumentando, conhecimentos em redes, virtualização, linux, windows e storage são fundamentais para que deseja um emprego e um bom salário.

As certificações ainda são importantes, principalmente para empresas que trabalham com a prestação de serviços de TI, Outsourcing, porém, muitos clientes já perceberam que o importante é experiência e não um pedaço de papel com marca d””””””””””””””””””””””””””””””””água.

Uma dica para aqueles que desejam trabalhar com virtualização: Estudem as diversas tecnologias e conceitos, foque em VMware caso você deseje trabalhar em um grande provedor de serviços.