Essa é a pergunta que faço sempre que encontro um membro do anonymous-br. A pergunta é simples, mas não há um santo que me responda de forma coerente.

Tudo é ataque, fim aos governos e às empresas exploradoras. O mesmo papo da esquerda petista que o País cansou de ouvir durante anos.

Há 7 meses começamos a pesquisar mais sobre o hacktivismo. Entender o que é, como funciona e, o principal, quais grupos hackers seguem essa “filosofia”.

Alguns dos pesquisadores e seus entrevistados chegaram a uma conclusão interessante, que parte das ações tomadas pelo Anonymous internacional é considerada hacktivista. O mesmo aconteceu com a vertente do grupo aqui no Brasil, mas no final das contas, a maioria dos membros – ou ditos membros – seguem a crista da onda, o oba oba, sem entender o motivo do seu protesto ou ataque.

Para este grupo de pesquisadores e entrevistados o hacktivismo nada mais é que uma forma de protestar contra governos ou empresas promovendo ideias quanto à liberdade política, liberdade de expressão, direitos humanos ou informação ética, mas com direito a resposta por parte dos atacados – um complemento do que o Wikipédia define quanto ao termo.

Mas como controlar os ataques, como saber se a empresa ou o governo que o sofre são culpados? O clamor da população, a vingança dos injustiçados ou a morte de uma pessoa são motivos?

A resposta não é tão simples como se imagina.

Infelizmente a mídia deturpa importantes conceitos, censura ideias ou discursos em prol da venda de suas publicações para massa, esquecendo do mais importante: passar a notícia da melhor e mais clara forma possível, sem mudar o que as suas fontes disseram.

Se isso já é um problema para mídia velha, então imaginem para a nova.

Daí tivemos a ideia de montar um curso focado em Hacktivismo, mas lançamos com o nome Curso sobre o Anonymous.

A ideia é simples:

Explicar, utilizando o grupo anonymous como exemplo, o que é, como funciona e quais são as principais ações dos grupos, ditos hacktivistas. Mas queremos ir além.

O curso abordará mais tópicos, como:

  • Como ele se organiza?
  • Anonymous pelo mundo e no Brasil
  • Suas principais ações
  • Os ataques mais utilizados e as ferramentas.
  • O que os ataques causaram junto aos governos e as empresas?
  • Como detectar um ataque organizado pelo anonymous?
  • Como as empresas se protegem dos ataques e se isso é possível?
  • Grupos derivados do anonymous
  • As leis brasileiras que surtem efeitos contra o hacktivismo

Não desejamos ensinar um adolescente de 14 anos a hackear/atacar empresas ou governos. Desejamos explicar o básico e o que isso afeta ou já afetou o nosso jeito de pensar e trabalhar.

Mas é claro que não temos como fazer isso sem explicar o que é um DDoS utilizando LOIC ou T50.Também não queremos reinventar a roda ou ministrar um treinamento blackhat.

A ideia, e mais uma vez, é:

Explicar, utilizando o anonymous como exemplo, o que é, como funciona e quais são as principais ações dos grupos, ditos hacktivistas.

Não briguem, xinguem ou reclamem do que iremos ministrar. O nosso objetivo é fundamentar ações e pessoas sobre conceitos mais do que deturpados pela mídia.