Me faço essa pergunta várias vezes quando estou preparando um relatório para entregar para algum cliente. Relatórios de performance de ambiente ou aplicação não são tão simples de se fazer, isso porque a variável, cliente, o torna bem complicado.

Há clientes que gostam de um relatório objetivo e sem muitas cores, já outros, preferem muitas cores, explicações detalhadas e muitas figuras. Não há um consenso, você precisa ter na manga uma série de modelos que agrade aquele respectivo cliente que você está atendendo. Mas uma coisa ele sempre esquece, o conteúdo. Se aquilo que o cliente irá ler ou ter como conclusão valerá de algo, se é a reposta ou o problema que ele estava procurando.

Dados são dados, eu concordo, mas o que adianta termos um documento cheio de desenhos, fontes e uma escrita quase que perfeita, se o que está escrito no relatório não vale de nada ?!

Tento ser, em meus relatórios, o mais objetivo e sucinto possível, apontando falhas, melhorias e um conclusão, a qual o cliente poderá aceitar ou não. Isso é o papel do consultor, apontar a falha e o acerto, sendo ele bom ou ruim.

A dica é: Trate a informação que você está passando em seu relatório o mais didática possível. Quanto mais complicado ela for, mais tempo você irá perder explicando-a.

É claro que toda a regra tem a sua exceção. Vejam que em apresentações para vender um produto ou serviço, você terá que utilizar alguns artifícios visuais. Steve Jobs faz isso há anos e manda muito bem. Seja direto, utilize palavras, dados ou informações de efeito e deixe sempre uma pergunta no ar, a plateia gosta de dúvidas e mistérios.