Há 3 meses, quando iniciei a divulgação do Web Security Forum, eu enviei alguns emails para jornalistas conhecidos que escrevem sobre TI abrindo espaço para eles participarem do evento e é claro, divulgá-lo. O que me chamou atenção foi a resposta de um jornalista, conhecido no mercado, mas que não citarei o nome:

Também não há  personalidades internacionais ou outros aspectos que tornem o evento notícia.

Corrijam-me se eu estiver errado, mas se eu trouxer seu Tio SAM no evento, que não saca nada de segurança ou que sua palestra é uma porcaria, mas que vem de um país lá do norte, o evento será notícia ?!

O brasileiro é paga-pau para estrangeiro, vejam os prédios comercias de São Paulo, ou eles têm nome em francês ou em inglês. Impressionante, tudo indica que o que vem de fora é melhor que o produto nacional, e isso afetou durante um tempo, graças a Deus, o mercado de TI. Era comum chamarmos americanos, indianos ou qualquer outra nacionalidade para resolver um determinado problema em TI. Quantas vezes eu me deparei com um indiano fazendo o mesmo que eu fazia, tirando as mesas conclusões, mas como ele era um indiano, as respostas dele valiam mais.

E isso, quanto ao profissional de TI estrangeiro, não acontece só no Brasil. Nos EUA há cerca de 5 anos era comum associar um indiano como um bom profissional de TI, e na grande maioria das vezes, isso não é verdade. Digo isso por ter trabalhado em 4 continentes do planeta e ter ficado um tempinho na Índia. O indiano tem sérios problemas em se estabelecer em empresas de TI devido aos seguinte fatores:

  • Costumes.
  • Língua – o inglês de alguns indianos é parecido com de algumas línguas como o  Klingon.
  • Dificuldade em trabalhar em equipe.

As coisas em TI mudaram nesses últimos 10 anos, tanto é que somos umas das maiores potências em terceirização de serviços de TI pela qualidade do nosso trabalho. Nenhum executivo se atreve a comparar a qualidade de um profissional de TI brasileiro com um indiano, chinês ou até mesmo americano. Fazemos mais, com melhor qualidade e por um preço mais baixo.

Não sou a favor do nacionalismo ao extremo, devemos aprender com outros povos, mas dar descrédito ao trabalho dos outros por não ter um estrangeiro participando dele é ser ignorante ao extremo.