Essa é a pergunta que a secretária do departamento para o qual trabalho faz para as mais de 400 pessoas que ficam só no meu bloco, e vejam que só no complexo que  trabalho tem mais de 4.000 pessoas.

Mas essa ideia de deter conhecimento, saber e poder quanto a uma determinada coisa não é só do pessoal de TI não. Vejam os advogados, médicos e engenheiros, depois de décadas de profissão, eles acabam adquirindo experiência e conhecimento, tornando-os, quase, senhores do saber.

Estes profissionais descobrirão em dois momentos de suas vidas que na verdade, eles não sabem nada, mas sim, indicam um caminho, uma direção para que outros aprendam. Estes momentos são: O nascimento e educação de um filha(o) e o ministrar de uma aula.

Passei pela segunda experiência há pouco tempo, de ministrar aulas, e descobri tanta coisa nova, não só sobre tecnologia, mas sobre o ser humano. Aprendi que temos um desejo, quase que insaciável de aprender e que quando aprendemos algo, quando detemos um certo conhecimento, temos a audácia de nos acharmos alto conhecedores de um determinado assunto, mas que com o passar de poucos horas de uma conversa com alguém mais velho, mais experiente do que você, isso vai por água abaixo.

Hoje, um ex-aluno me enviou um email questionando uma explicação que eu dei, há 7 meses, sobre uma determinada tecnologia. Ele indagou dizendo que há um jeito novo de se resolver o problema que tal tecnologia causava, de uma forma mais barata e simples. eu fiquei feliz por dois motivos:

  1. Aprendi algo novo. Eu nunca tinha pensando nisso
  2. Um aluno criou o raciocínio a capacidade de aprender e mais, de demonstrar que sabe e que pode transmitir o conhecimento.

Não estou detalhando o fato, pois o aluno me pediu sigilo já que ele utilizará essa descoberta como base do seu mestrado – felicidade triplicada.

Mas essa é uma lição que aprendi e que gostaria de passar para vocês: Eu percebi que sou péssimo falando para uma câmera, passo a ideia de arrogância, prepotência, não conformidade ou aceite de novas ideias. Longe do que sou ou que gosto de ser, já que aprendi que a coisa mais importante em nossas vidas é que devemos ter um professor que nos oriente, que nos indique o melhor caminho para se aprender algo.

Percebi, graças a ajuda dos alunos e dos meus coordenadores, que gosto de ministrar aulas ou como digo, indicar o norte. Eles, os alunos, pedem para ficar mais tempo em sala, pois eu gosto de aulas que gerem discussões, argumentações, pois todos ali, presentes naquele espaço de 6×6 metros quadros, querem dormir, ir para casa ou aprenderem algo novo, e isso vale para o professor também.

A Internet fez uma coisa fantástica, ela criou uma forma das pessoas aprenderem, a estudarem de forma mais barata, rápida e fácil, excluindo toda aquela babaquice de centralização do conhecimento e da informação de qualidade.

Digo e repito: Qualquer um pode se tornar um hacker, um cracker, um engenheiro espacial ou um médico – a Internet facilitou e muito a vida das pessoas.

Agora, achar que porque trabalha há 4 ou 5 anos com uma determinada coisa e ter a audácia de pensar que sabe mais do que todo mundo é tirar qualquer um do sério. Senhoras e senhores, o meu orientador, dos seus mais de 60 anos, 2 doutorados, sendo um no M.I.T, me fala todos dias que está aprendendo uma coisa nova com a molecada (alunos com mais de 30 anos), quanto mais o pessoal que começou a trabalhar em uma empresa média ou grande e há 2 anos.

Meninas e meninos, eu tenho e muito à aprender, vocês não ? Por isso que eu compro livros, assisto os mais diferentes tipos de cursos e palestras, pois sei que no final, estarei chegando mais perto de um pingo, de um 30 avos de conhecimento que sonho em ter, um dia.

Então parem de achar que vocês compraram a porra do arpão do matrix no mercadolivre e aproveitaram aquela superpromoção, pois isso não cola mais e saibam que  um dia, vocês se darão conta que há gente que sabe mais, mas muito mais do que vocês.

Eu me dei conta disso há 8 anos, quando voltei a sentar em uma cadeira escolar e ouvi o meu professor, atual orientador, falar: Acabei de voltar do M.I.T, do meu primeiro doutorado e aprendi com meninos de 23 anos novas tecnologias que irão revolucionar o mercado daqui a 10 anos.

Autoconfiança é uma coisa e reconhecimento é a outra. Você só percebe a diferença entre os dois quando se torna uma referência entre os seus clientes e mais, entre os seus alunos – ganhar confiança de aluno não é fácil, diga-se de passagem.

Então vai uma dica que ouvi com do meu orientador: Assista o seu time de futebol jogar a final do campeonato, mas reserve uma hora para estudar. Veja um filme, mas reserve 45 minutos para ler. Saia com amigos, viaje, mas pare para ensinar algo para alguém que precise por 15 minutos, pois serão estes 15 minutos que poderão mudar a sua vida.