Quando eu leio notícias desse tipo: Trabalhadores de TI entram em estado de greve, eu percebo que o nosso sindicato está nos comparando aos trabalhadores rurais ou metalúrgicos, profissionais que executam tarefas repetitivas e com alto grau de periculosidade e que precisam de alguém para dizer o que é certo e o que é errado.

Repito a minha frase: Está insatisfeito com o seu salário e o seu trabalho, estude, aprenda e arrume outro emprego, melhor e que lhe valorize. O mercado de TI brasileiro está aquecido e não será uma greve ou o sindicato que irá garantir melhores condições de trabalho para você.

Imaginem uma grande multinacional tendo mais de 30% dos seus trabalhadores parando pela greve. O RH desta empresa irá procurar jovens profissionais em faculdades, escolas técnicas e qualquer lugar onde uma pessoa aceite receber R$ 2.500,00 por mês mais benefícios. Quantos de vocês que estudarem, investiram o seu tempo e o seu dinheiro em cursos aceitariam um salário destes ?!

Alguns irão dizer que não recebem nem metade disso, então você deve mudar de tecnologia ou de empresa, pois é esse o salário que muitos analistas de suporte que falam inglês recebem de grandes multinacionais (casar conhecimento técnico com o inglês é primordial nos dias de hoje).

Quanto a greve declarada pelo SindPD, isso irá afetar algo no meu dia a dia ? Não, posso trabalhar de casa como mais de 80% dos profissionais que trabalham comigo. Todos possuem internet de alta velocidade, digamos assim, e conexões VPN, ambas permitem acessar os clientes e executar os nossos afazeres. Mas e o pessoal de Call Center e suporte primeiro que são ligados ao SindPD ?, estes devem ter em mente duas coisas:

Primeira – Estudar, melhorar o seu conhecimento técnico e o seu inglês para progredir em sua carreira profissional e sua vida

Segundo – Uma pessoa poderá ocupar o seu lugar em menos de 24 horas, a realocação de profissionais ocorre de forma mais rápida nessa área.

Sou um trabalhador de TI que se fud.. na vida, sozinho, comprando os meus livros, pagando os meus cursos e aprendendo com o meu suar. Ninguém e nenhum sindicato bateu a minha porta dizendo que iria me ajudar. Não será uma greve que irá resolver os seus e os meus problemas.