A virtualização é uma das tecnologias mais comentadas, estudas e implementadas nos últimos 5 anos. De cada 10 empresas que trabalham ou que contratam serviços de TI, 9 já implementaram ou migraram para um ambiente virtualizado utilizando em mais de 90% dos casos o sistema operacional ESX vendido pela VMware. Os 10% restantes utilizam softwares/sistemas providos pela Citrix, IBM, Oracle/Sun ou RedHat (KVM).

A lista de benefícios quanto a virtualização é extensa e já falamos sobre ela neste post, mas vamos relembrar alguns deles:

  • Reduz a proliferação de servidores.
  • Aumenta a utilização do servidor físico.
  • Melhora a capacidade de gerenciamento de infra-estrutura.
  • Diminuir os custos de infra-estrutura e gestão
  • Reduzindo o custo para implantar novos ambientes
  • Reduzir o consumo de energia elétrica.
  • Diminuição dos recursos de refrigeração.
  • Diminuição do espaço físico.
  • Responderem dinamicamente a carga de trabalho do aplicativo.
  • Reagir à evolução das necessidades de negócio e ciclos.
  • Melhorar a gestão global dos recursos.
  • Aumentar a disponibilidade de software aplicativo.
  • Isolar os usuários de falhas no sistema.
  • Gerenciar a alta disponibilidade (HA) em ambientes com menor custo.

Participei de projetos de virtualização de grandes datacenters, tendo a proporção de virtualização de servidores físicos para virtuais chegando a 30 para 1, claro que dependendo das configurações de hardware e software do mundo físico para o mundo virtual. Se utilizarmos esta proporção para 3000 servidores físicos, com a virtualização dos mesmos passaremos para 100 servidores físicos, mas nesta conta falta um fator, o desastre.

Todos aqueles que trabalham em TI sabem que em determinado momento ocorrerá um problema de hardware onde a solução será a substituição total do equipamento defeituoso. As boas práticas da virtualização aconselham deixar entre 30% a 40% de recursos disponíveis para casos de desastres nos servidores físicos que fazem parte dos clusters de virtualização de seu ambiente, teremos então 130 servidores (trabalhando com 30%) em nosso farm(conjunto de servidores/fazenda).

Não podemos nos esquecer dos 4 pilares da virtualização: CPU, Memória, Rede e Storage. Temos 30% de recursos de hardware (CPU e Memória) em nossos servidores reservados para desastres, mas e os recursos de rede e storage, eles possuem redundância ?

Quanto a prevenção de falhas na rede, este problema pode ser resolvido facilmente com a implementação de mais switches e a configuração de placas de redes redundantes nos servidores físicos. Toda a comunicação entre a rede e os servidores físicos deverá ocorrer de forma redundante, para caso em caso de falhas, termos sempre uma perna de comunicação/rede no ar.

Quanto ao storage, a mesma redundância feita para a rede poderá ser implementada para os switches de fibra, switches estes utilizados para comunicação dos servidores com o storage. Com isso garantimos a redundância na comunicação, já que todo os arquivos responsáveis pelo ambiente virtual ficam armazenados no Storage. A utilização de tecnologias RAID (redundância dos dados em um ou mais discos) é a implementação básica e necessária para garantia do funcionamento do seu ambiente virtualizado.

Mas nem tudo são flores, principalmente quando você coloca todos os seus ovos, nestes caso servidores, em um único cesto. Vejam que falhas de hardware e humanas são comuns e afetam ambientes de pequena escala, como o seu próprio notebook, como em grande escala – Gmail e o Google fora do ar.

O tempo de restabelecimento das atividades em produção do seu ambiente dependerá dos seguintes fatores:

  • O projeto de virtualização foi bem planejado?
  • O capacity planning para suportar o seu ambiente físico e virtual foi bem executado ?
  • A migração do ambiente físico para o virtual – P2V, foi bem executado ?
  • Foi feita uma análise pos migração, com o objetivo de ver se o hardware atual suporta o ambiente e possíveis desastres ?
  • Foram realizados testes de migração de servidores virtuais entre os servidores físicos que fazem parte do seu farm/cluster ?
  • Foram realizados testes do switches que suportam este ambiente virtual ?
  • Um ponto muito importante, a rede de backup deverá sempre ser apartada da rede de suporte e operação do seu ambiente virtual, devido a quantidade de dados trafegados.
  • E o fator mais importante de todos, os administradores deste ambiente virtual estão bem dimensionados e preparados para suporta-lo ?

Com os fatores acima respondidos e testados, você e sua equipe poderão dormir mais tranqüilos.

O cálculo quanto a quantidade de servidores suportados por um administrador mudou devido a virtualização e seus benefícios. Antes tínhamos para cada 25 servidores Windows, 1 administrador Windows Sênior. Com a virtualização, algumas empresas especializadas em outsourcing/suporte já falam entre 50 a 80 servidores por analista, este número não consolidado já que a virtualização de ambientes x86 começou a tomar escalas de grande porte a cerca de 4 anos.

Os administradores de ambientes de grande porte devem ter em mente que ainda temos alguns casos que não podem virtualizar utilizando produtos VMware ou até mesmo Citrix, produtos estes que são líderes no mercado. Temos como exemplo:

  • Banco de Dados Oracle
  • WebLogic Application Server
  • Firewalls – Dependendo do throughput da Tecnologia