Alguns comentários via twitter ou pelo blog direcionados a mim falando que utilizo os termos hacker e cracker de forma errada me deixaram preocupados com uma coisa, as pessoas gostam de consertar as outras, mas esquecem de ensiná-las.

Sejamos simples e objetivos na hora de passar uma informação, principalmente quando ela for referente a segurança. Há uma linha tênue entre hackers e crackers, muitas vezes difícil de ser encontrada isso porque um bom hacker é aquele que sabe identificar, criar e explorar uma vulnerabilidade.

Ele se tornará um cracker no momento que utilizar este conhecimento para o mal. A minha dúvida é: quem classifica que aquele conhecimento foi utilizado para o mal ou não ? Eu, você, a polícia ou a justiça brasileira ? Não podemos apontar o dedo e simplesmente dizer que aquilo é ilegal, principalmente quando o assunto tem a ver com o mundo cibernético.

Vamos tirar como exemplo os EUA, que depois do 9/11 criaram leis tão genéricas que geraram tantas prisões e processos desnecessários até ter sido criado uma base de entendimento na justiça americana do que é direito digital. Isso levou mais de 5 anos.

Imaginem quanto tempo o Brasil vai levar para chegar ao mesmo nível dos americanos ? Tem advogado que diz ter mais de 10 anos de experiência com direito digital e vem se deparando com as mais diferentes decisões judiciais – será que não está na hora de parar dar murro em ponto de faca e falar ao judiciário brasileiro que ele não tem preparo algum para tratar deste assunto ? Muitos temem os juízes, outros se dizem auxiliares da justiça, mas o fato é que uma decisão judicial difere da outra simples mente se mudando de um andar dentro do fórum.

Por estes motivos que sou a favor de simplificar a informação, passando-a de forma correta, mas clara, ao ponto que o leitor possa entendê-la e aprender que todos os seus atos, mesmo que sejam para o aprendizado, possam gerar reações graves, nos casos da ilegalidade e que o nosso país não está e nada preparado para o direito digital.

Desculpem-me se utilizo a expressão hacker no blog onde o correto seria cracker, mas eu acredito que não se resolve as coisas repreendendo, mas sim ensinando e é isso que eu tento fazer no blog.

Um outro ponto é que por sorte, eu possuo uma vasta lista de livros em minha biblioteca que abordam a fundo o tema hacker e suas técnicas. Alguns deles são a base para aqueles que desejam aprender a trabalhar com segurança, mas de todos os livros que possuo, dois utilizam a expressão cracker. A grande maioria trabalha com as expressões white hacker, gray hacker e black hacker.

A literatura precisa se atualiza ou nós precisamos aprender a passar a informação de forma mais clara e objetiva ?

P.S.: Obrigado ao Maza pela correção… Já acessaram o blog dele ? é o http://mazanatti.info/

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Este post tem 4 comentários

  1. Até onde eu sei, white hacker/hat é sinônimo de hacker, black hacker/hat é sinônimo de cracker e gray hacker/hat seria quem fica em cima do muro. Estou correto?

  2. o gray é o cara que fica no meio de tudo e ele também é um cracker.. conceitualmente falando..

  3. Tenho uma opinião diferente!
    termo hacker é o mesmo que vem do inglês: fuçador.

    Quem começou não sei mais eu sei o porque
    É igual no estilo de música por exemplo: Restart faz parte da cena rock mais como eles são mais delicadinhos os outros tipos de bandas não queriam se enquadrado junto há eles então criaram Sub gêneros, colocaram o restart e qualquer outro grupo na definição emo para não ficarem no mesmo enquadramento!
    Só para aparecer ser melhor que o outro! EGO

    Cracker é aquele que vender crack hUAHUhauhAUHAUHAUHUAHUHAUHuha brincadeirinha a parte!

    Pra mim como os “hackers” fazem parte da sociedade então os males da sociedade estão junto com eles com médicos, policiais e etc.
    Tem médicos que salvam vidas e outros que usam o seu conhecimento para estupra pacientes, então esses médicos que fazem isso vão vira médicracker?

  4. Realmente ainda é bem confuso distinguir, com propriedade, o Hacker do Cracker.
    Principalmente, quando nos fazemos perguntas do tipo : “…quem classifica que aquele conhecimento foi utilizado para o mal ou não ? .. “.
    Erros de aplicação desses conceitos ocorrem, porque é mais fácil separar em bom ou ruim, certo ou errado, herói ou vilão; sem que para isso, uma análise profunda das informações seja feita.
    Nessa era da informação instântanea, passos simples como esses de análise da informação, são deixados de lado, vemos isso sempre nas tvs que anunciam um ataque ‘Hacker/Cracker’ qualquer.
    É preciso “aprender a passar a informação de forma mais clara e objetiva ” !!

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