Mercado de TI brasileiro = Ovo de Codorna.

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É incrível a facilidade de encontrar antigos colegas de trabalho, e em alguns casos, amigos, em novos desafios/trabalho no mercado brasileiro. Até mesmo em São Paulo sendo uma megalópole, você sempre encontra alguém que já trabalhou em outra empresa depois de 5 ou 10 anos. Porém algumas vezes isso gera um ponto negativo que é a frase: “O que você acha de tal pessoa?”, essa frase e um excelente post foram produzidas pelo Fábio Mazanatti, um grande amigo que muitas vezes não fala o que pensa, mas escreve muito bem o que pensa.

Olhem no post abaixo:

Ouvi algumas vezes essa pergunta nos últimos dias, direta ou indiretamente, sempre no contexto profissional, ambiente de trabalho. Nunca gostei, normalmente tento não responder. Mas por que prefiro me esquivar? Pensei sobre o assunto, coloco algumas considerações aqui.

Cenário: ambos conhecem o “objeto” da conversa.

Ponto: a pergunta é feita já com alguma tendência. A resposta serviria, então, pra consolidar algo que já está lá, positivo ou negativo. Via de regra, surge quando alguém está na “linha de tiro”. Então, se já tem um pré-julgamento (ou preconceito), não precisa da minha opinião só pra justificar (“tá vendo, não sou só eu que penso isso”). Decida sozinho e conviva com isso.

Ponto: cada pessoa tem seus filtros – experiências, credos, dogmas, etc. – o que faz de nós únicos. Se colocar N pessoas em uma mesma sala e exibir uma série de slides, todas serão expostas às mesmas imagens, mas cada uma sairá da sala com uma percepção diferente. O mesmo raciocínio pode ser aplicado à convivência com outras pessoas – minha opinião está impregnada com meus filtros, não importa se o foco é técnico ou social. Então, melhor cada um descobrir por si próprio o que gosta (ou não) de alguém, criando sua própria imagem.

Ponto: ainda sobre os meus filtros, eles podem variar de acordo com a minha disposição. Pra ilustrar: quando mais novo, meu grau de exigência com meus pares e subordinados era muito maior. Sou detalhista – talvez em um nível um pouco acima do saudável, mas enfim, esse sou eu – e cobrava essa mesma característica de quem estava trabalhando comigo. Quem não era assim, eu não achava “bom”. Demorei bastante tempo pra perceber que cada um tem seu ritmo, suas características, pontos fortes e fracos.

Ponto: além das características pessoais, cada um vive seu momento. Por exemplo, num determinado dia/semana/mês, a pessoa pode estar passando por um inferno astral (tem quem acredite) ou estar especialmente iluminada. Tudo bem, é algo bem pontual, mas quanto basta pra formar uma opinião ruim de alguém? E quanto demora pra reverter isso?

Cenário: só eu conheço a pessoa. Por exemplo, trabalhei junto em algum projeto ou empresa.

Ponto: provavelmente não farei, mas posso passar minha percepção, sem problemas. Se tudo der certo, ótimo, todos ficam felizes. Mas, se a pessoa não entregar aquilo que se esperava, por favor, não venha choramingar sobre. De novo, cada um tem expectativas e percepções diferentes. Se for esse o caso, na próxima vez, não precisa me perguntar.

Ponto: todos mudam. Como o exemplo que usei sobre minhas expectativas quando mais novo, a pessoa em questão também pode ter mudado, tanto pra melhor quanto pra pior. Então, emitir opinião com base em uma experiência antiga tem boa margem de erro. De novo, se der minha opinião, não me culpe pelo resultado depois. Obrigado.

Cenário: dar a resposta padrão “Prefiro não comentar, é meu amigo(a)”.

Ponto: se é amigo e considerado competente, não teria problema comentar. Se não quer falar, alguma coisa aí tem. Ou seja, a resposta em si já traz alguma ressalva – ou o interlocutor não tem capacidade de discernimento pra avaliar o objeto da pergunta, ou esse último deixa a desejar (pelos filtros do primeiro).

Ponto: ser amigo ou não da pessoa não deveria impedir a emissão de uma opinião profissional, o que reforça a dedução anterior. Se não quer falar, independente do motivo, só a primeira parte da frase (“Prefiro não comentar”) seria suficiente, não?

É isso, acho. Os principais pontos foram cobertos, do meu ponto de vista. E do seu? 😉

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