A IBM criou uma tecnologia capaz de transferir informação em alta velocidade usando pulsos de luz no lugar de sinais elétricos. Divulgado na última quarta-feira, 03/03, o fotodetector nanofotônico avalanche tem grande rapidez e permite avanços na computação com a utilização de 20% a menos de energia que outros equipamentos.

A transmissão de dados alcança até 40 gigabits por segundo e utiliza suprimento de energia de 1.5 volt. O transporte dos sinais é feito por circuitos de silício, ao contrário dos sistemas atuais que usam fios de cobre.

Os pesquisadores pretendem criar uma interconexão óptica no chip para permitir o desenvolvimento de computadores com desempenho de exaflops, que equivale a 1.000.000.000.000.000.000 flops. Isso permite criar equipamentos até 600 vezes mais rápidos que o PC considerado o mais rápido do mundo atualmente, que alcança 1.75 petaflops ou 0.0175 exaflops.

O MIT (Massachusetts Institute of Technology) em Março/2009, havia anunciado a pesquisa de chips produzidos com Graphene, um tipo de carbono puro, descoberto em 2004. O material consegue operar em velocidades muito mais altas do que os atuais chips de silício, e poderiam ser usados em diversos materiais eletrônicos, como celulares e computadores.

O chip com Graphene é conhecido como multiplicador de frequências (frequency multiplier). Isso significa que o chip pode receber um sinal de certa frequência – como o clock do computador que determina a velocidade do processador – e produzir um sinal que é múltiplo dessa frequência. No experimento testado pelo MIT, a velocidade é dobrada.

Segundo o instituto, os multiplicadores de frequência são muito usados em aparelhos eletrônicos atuais. Porém, hoje são necessários muitos componentes para isso, que emitem sinais muito difusos. Com isso, é necessário filtrar esses sinais, o que consome muita energia.

O chip feito de Graphene é feito de apenas um transistor e produz de maneira mais eficiente um sinal limpo, que não precisa de filtros para ser corretamente captado.

Com essa tecnologia, seria possível levar os chips a uma velocidade de 500 a 1.000 GHz de potência. Para se ter uma idéia de como esse avanço é grande, os processadores Intel i7, ainda caros por serem lançamentos, tem capacidade de 3.2 GHz (embora sejam quadriprocessados, o que aumenta a capacidade efetiva).

Para Tomás Palacios, professor assistente do MIT e um dos participantes mais importantes do projeto, será necessário mais um ou dois anos até que a tecnologia esteja pronta para uso comercial. Os pesquisadores ainda estudam qual o melhor jeito de se aproveitar a capacidade desse novo material.

Vejam que um dos maiores problemas dos processadores atuais é a quantidade de transistores, cada vez mais empresas como Intel e AMD vêem desenvolvendo tecnologias para aumentar a quantidade de transistores, performance e consumo de energia em seus processadores, mas existe um limite físico para isso.

A IBM e o MIT estão engajados para desenvolver novas tecnologias que possibilitem a criação de processadores mais rápidos, eficientes e baratos. Não nos esqueçamos da Lei de Moore, a qual diz que o número de transistores dos chips teria um aumento de 100%, pelo mesmo custo, a cada período de 18 meses. Isso é válido até hoje. Vejam o gráfico abaixo:

Vejam que a virtualização e novas tecnologias como Cloud Computing possuem quatro pilares de sustentação:

Processador, Memória, Espaço em Disco e Redes.

Todos os investimentos das empresas de TI em pesquisa ou crescimento de seus ambientes computacionais está diretamente relacionado a um destes quatro pilares. Não se esqueçam que para ter um bom software rodando/funcionando é preciso de uma boa máquina.

fontes: http://computerworld.uol.com.br/; geek.com.br e wikipedia.org

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