Uma amiga, Patrícia, fez um post no twitter que me fez pensar:  “Nunca tinha ganho uma medalha por esportes na escola, mas ontem ganhei um troféu no trampo. Isso quer dizer que nasci para trabalhar… O_o”. Vejo que vários profissionais de TI como a Patrícia, são mais reconhecidos pelo seu trabalho do que em outros ramos ou atividades, é claro que excluo desta lista os médicos.

Conheço casos de pessoas que já receberam placas, troféus e até dinheiro pelo reconhecimento do seu trabalho, a velha frase: “Você é pago para fazer o seu trabalho” não é mais bem vista, já que existem milhares de profissionais que podem executar a mesma coisa que você faz, mas não são todos que trabalham pensando no melhor para empresa e seus colegadas.

Vejam o caso de empresas como o Apple, Google, Facebook e outras que foram criadas a partir das ideias que no inícios eram consideradas loucas, mas que no final foram inovadoras e por causa disso, se tornaram a base de várias gerações e geram bilhões de dólares todos os anos.

O Google é uma empresa que implementou a ideia de satisfação de trabalhar, dai possuírem tantos benefícios para que o seus empregados não saíam de lá, tanto é que um profissional que trabalha no Google dos EUA fica 14 horas me média dentro da empresa, eu não sei até hoje se o Google paga horas extras, mas que cobraria o pagamento de horas extras trabalhando no Google, eu não cobraria.

Informática é uma profissão que você precisa estudar continuamente devido a evolução de produtos e serviços, eu por exemplo compro em média mais de 10 livros por ano, além de ler centenas de artigos pelo Google Reader, que na minha opinião é a melhor ferramenta reader do mercado. Conversando uma vez com um diretor, o mesmo me disse: “Se você ficar parado mais de 2 anos sem trabalhar ou ler sobre TI, você fica defasado.” Pura verdade.

Fiz um teste da USP outro dia desses sobre viciados por trabalho e por Internet, adivinha o resultado: “Você precisa de tratar!”.

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Este post tem 5 comentários

  1. Patricia Francezi

    POis é… não me enquadro mais no workaholic, ja tive manchas na pele por causa disso…. (elas ainda estão aqui para me lembrar). E realmente você precisa de tratamento! beijos e obrigada pela lembrança! Li um livro, antiguinho, chamado Catch Fire, e você lê nas entrelinhas, que motivação do colaborador (não é mais empregado, por favor, isso e politicamente incorreto dizer nos dias de hoje), é LUCRATIVO para as empresas. A satisfação dos clientes, é PROPORCIONAL à dos empregados. Cliente satisfeito, compra mais, por isso as empresas (as espertas) estão tratando dos funcionários como CLIENTES e não mais como empregados (OPA, desculpe o termo ae)… Beijos

  2. Denys Sene

    Queria comentar dois pontos. Primeiro que eu não acredito nessa auto-propaganda da Google e Apple (Facebook eu não sei) sobre serem lugares bons de trabalhar. No Google por exemplo aquela ilusão de que você tem 20% do seu tempo para projetos pessoais, segundo ouvi histórias, vira uma obrigação e você na realidade tem que produzir algo ineressante para a empresa nesse tempo, isso sem prejudicar as tarefas que você já tem normalmente. Steve Jobs é reconhecidamente um chefe crica, mal educado, grosseiro que trata seus “colaboradores” que nem cachorro. Sinceramente, quando a pessoa se vende por pufs coloridos e videogame na sala de descanso, acho que ele ta se vendendo barato. Sem contar que os salarios são ligeiramente abaixo do mercado, já que essas empresas acham que é um privilégio para você trabalhar nelas.
    O segundo ponto é que eu vejo que o perfil Workaholic passou a ser encarado mais como ruim que bom. Muita gente já aprendeu que isso só é bom para a empresa, e a empresa ainda por cima acaba sempre achando que você não faz mais que a obrigação. Em contrapartida preciso admitir que os grandes executivos que conheci pessoalmente ou por entrevistas são na sua maioria workaholics, me levando a crer que essa é uma característica básica para se chegar nesse nível. O problema é que para cada 100 workaholics, apenas 10 vão virar gerentes, e só um vai virar diretor ganhando 600k/ano.

  3. Fabio Mazanatti

    Aproveitando o texto original e os comentários: cada pessoa tem suas motivações, e isso influencia muito sua decisão de entrar, ficar ou sair de uma empresa.

    Usando os exemplos citados: se é tão ruim trabalhar com o Jobs, ele não deveria estar sozinho? Sobre o Google, não lembro de notícias indicando alta rotatividade de pessoal, mesmo com essa obrigação dos projetos pessoais e trabalhando 14 horas/dia.

    Concordo que puffs ou layouts mais modernos não são grande argumento de venda, mas algum mérito além disso as empresas devem ter. Senão, como explicar aquelas que nem isso oferecem, com salário abaixo do mercado, e mesmo assim contam com centenas de “colaboradores”?

    Pessoalmente, não procuro nenhuma dessas características em uma empresa, mas isso não quer dizer que outros não façam. E ainda bem que fazem 😀

    Sobre o lance “workaholic na empresa”, sou da facção que acha que o trabalho deve ser feito da melhor forma possível dentro do horário normal, com *eventuais* horas-extras. Se não acontece, algo está errado – planejamento, escopo, conhecimento, expectativa, perfil, etc.
    Ou seja, sempre achei ruim pra pessoa. Mas também acho que não é bom pra empresa.

    Abraço!

  4. Amo meu trabalho e passo a maior parte de meu dia envolvido com ele. Entretanto, acho que é importante termos em mente uma coisa:

    Por melhor que seja a empresa, vc está vendendo parte de sua vida para ela. Não dá para fazer duas coisas ao mesmo tempo. Portanto, vc terá menos tempo para ficar com quem ama e realizar projetos pessoais SIM !

    Além disso, como nos ensinou Karl Marx, o lucro da empresa é justamente a diferença entre o quanto vale seu trabalho e o quanto vc é remunerado !

    Se Gates, Jobs e os meninos da Google tivessem se tornado bons “Colaboradores” da IBM, o mundo seria bem diferente do que é hoje !

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