Depois de um bate-papo com o pessoal do nic.br, corri atrás de alguns dados e informações quanto aos números da Internet brasileira, números estes que estão disponíveis no próprio site do nic.

O Brasil possui 2.000.000 de domínio web cadastrados, tendo um crescimento de 25% se compararmos com o ano de 2009.

A curva de crescimento foi acentuada nesses últimos 5 anos, como o gráfico abaixo demonstra:

Em Maio foram contabilizados 2.102.667 de domínios .br registrados, um aumento de mais de 60.000 domínios .br em um mês, um belo salto. Isso demonstra como os negócios voltados a Internet no Brasil estão crescendo e de forma rápida.

Um segundo tema do nosso papo foi a migração do IPv4 para IPv6, tema esse que esquentou pois eu não sou a favor de universidades, centros acadêmicos e empresas possuírem /8 ou 16.777.214 de endereços ips  válidos para computadores. A USP é um caso clássico caso, se eu não estou enganado, eles possuem um /8. Vamos lá, a USP possui 16 milhões de computadores ?

A distribuições de endereços IPs IPv4 válidos é por região, tendo a África já ter  implementado IPv6 em seus equipamentos por causa do boom tecnológico tardio que sofreram, elas não tinha reservas suficientes de endereços IPv4 já que várias universidades pelo mundo continuam com os seus /8.

Aqui no Brasil, várias empresas, no caso grandes provedores e Telecom, iniciaram projetos de migração do IPv4 para o IPv6 já que a quantidade de endereços IPV4 vêm diminuindo rapidamente devido ao boom quanto a Internet banda larga e 3G.

Uma informação interessante que tive com uma grande amiga é que empresas de Telecom que ofertam serviços de banda larga não repassam um endereço ip válido por usuário, quer dizer, 3 milhões de usuários não são iguais a 3 milhões de endereços válidos. Estas empresas utilizam equipamentos que conseguem compartilhar vários usuários para um mesmo endereço ip, tendo sempre uma proporção de 30 a 40% de utilização, mesmo assim será necessária a migração para IPv6 já que não temos uma grande reserva de endereços IPv4.

Para saber como converter Ipv4 para IPV6 é só dar uma olhada na tabela abaixo:

E para os curiosos e nerds de plantão, o nic.br juntamente com o ipv6.br disponibilizaram apostilas grátis do curso IPv6 no link. Digo-lhes que a apostila é show de bola e já imprimi a minha.

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Este post tem 2 comentários

  1. Olá Gustavo. Bem legal seu post. É muito importante divulgarmos o quanto a Internet no Brasil vem crescendo e os esforços que o CGI.br/NIC.br têm feito para promovê-lo.

    Eu também gostaria de pontuar alguns tópicos sobre a transição para IPv6:

    – A USP possui na verdade um /16 IPv4, ou ~65.000 endereços, para atender todos os Campi distribuídos no Estado de São Paulo e seus servidores, estações de trabalho, laboratórios, etc.. Não sei exatamente qual o tamanho da rede deles, mas posso garantir que todos esses endereços não têm sido suficientes para atender toda sua demanda, mesmo utilizando NAT em diversas partes de sua rede;

    – Realmente é fato que a má distribuição dos endereços IPv4 feita no início da Internet colaborou muito para o esgotamento dos endereços v4. Nessa época, quando acreditava-se que os IPs seriam “eternos”, muitas instituições receberam blocos de endereços /8 como HP, IBM, Aplle, MIT, UCLA, etc.. Algumas dessas instituições devolveram seus blocos, mas a maioria ainda os utiliza. A lista completa dos blocos /8 IPv4 já alocados (seja por região ou para uma instituição específica) e os ainda disponíveis podem ser vistos em http://www.iana.org/assignments/ipv4-address-space/ipv4-address-space.xml

    – Os provedores de Internet normalmente não possuem um IP para cada usuário, geralmente utilizando o protocolo DHCP distribuir esses endereços de forma dinâmica. Um exemplo é uma grande fornecedor de banda larga de São Paulo que possui IPs para atender “apenas” 80% de seus clientes simultaneamente, no entanto, mesmo possuindo um grande blocos de endereços IPv4, eles não estão conseguindo “dar conta” de suprir suas necessidades, principalmente devido ao grande crescimento da Internet. Uma solução que vem sendo estudada por grandes provedores é passar a fornecer endereços privados à seus clientes, o que seria muito prejudicial para a “saúde” da Internet.

    – E por fim, a tabela de endereços mostrada acima, não mostra como “converter” endereços IPv4 em IPv6, mas sim exemplos de como um endereço IPv6 é formado, como você pode dividir um bloco de endereços IPv6 em sub-redes, quantos endereços são possíveis em determinados prefixos, etc..
    Uma versão atualizada desse guia pode ser baixado em http://www.ipv6.br/pub/IPV6/MenuIPv6CursoPresencial/enderec-v6.pdf

    e é isso…..[]s

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