Esta semana,  a Oracle entrou com um processo contra a Google referente a violação de patentes e  direitos de propriedade intelectual relacionadas ao Java, convenhamos que a Google é velha conhecida do mercado por fazer algumas operações ou criar produtos de forma não tão “corporativa”, exemplo foi a iniciativa quanto a publicação de vários livros online sem pagar os direitos autorais, deu o que falar.

Já a Oracle é velha conhecida por criar produtos que dão muito lucro, e com a compra da Sun e da BEA, a Oracle conseguiu colocar as suas mãos em um mercado gigantesco e que pode gerar bilhões de dólares em pouquíssimo tempo, o mercado Java.

Eu não acredito que a Oracle continuará com iniciativas freeware para o mercado, principalmente iniciativas como Java, GlasshFish, MySQL e o OpenSolaris, dentro em breve teremos algumas versões “enterprise” destes produtos sendo vendidos e isso causará um grande impacto no mercado de modo geral. A Oracle até apresentou uma “carta de intenções” dizendo que continuará com o Opensolaris e o mesmo será opensource, além de continuar a suportar e participar da comunidade Opensolaris, mas para mim isso tem data de validade.

A disseminação da tecnologia Java e sua vasta utilização se deve aos milhões de dólares e horas gastas para o seu desenvolvimento e seu suporte pela Sun, além da mesma ser opensource (A tecnologia Java é regida pela GNU General Public License), não me espantaria caso a Oracle passasse a cobrar para rodar programas em Java e devido a isso, vários desenvolvedores, empresas e produtos começassem a migrar para outras linguagens de programação, como o Ruby On Rails, linguagens essas opensource.

Vamos esperar as cenas dos próximos capítulos ou o próximo quadrimestre, quando a Oracle precisar de mais lucro e os seus executivos tiverem a grande ideia de cobrar pelo Java para atender a necessidade básica de seus acionistas, o lucro.

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Este post tem 9 comentários

  1. O java deveria ser patrimonio público da humanidade rs… isso era só o que faltava…

  2. Acho que isso é só história, java até a ultima versão foi opensource e licenciado sobre Generic Public License, que permite você copiar e modificar da forma que te atenda, se a Oracle fechar o código fonte do Java, teremos outra linguagem que só não vai poder se chamar java e se baseara na ultima versão. A Oracle não pode lutar contra o licenciamento anterior. Eu acreditaria mais na Oracle integrando melhor o seu SGBD no java, do que a modificação da licença do Java.

  3. A Oracle está enganada se pensa que vai conseguir alguma coisa com esse processo. Pelo que venho acompanhando a maluquice toda dela. Esta acusando o Google por violações que não existem, e exigir coisas absurdas como a retirada TOTAL de toda Plataforma Android no mercado dos EUA. Simplesmente Ridículo.

    Acredito que o Daivik foi criado sem violação alguma e de forma clara. Até porque ele é Open Source, se tivesse alguma coisa de errada levaria alguns dias até alguem ler o codigo e descobri toda a gambiarra. É mais uma enrrolação por que o Google contratou um monte de engenheiro da Sun pra trabalhar na plataforma.

    A plataforma Android tem crescido bastante em pouco tempo de vida, e espero que continue (até porque eu to doido que chegue o Milestone 2 para o Brasil), e espero que o Google resolva esse enjambre danado.

    Run Google! Run! It”s trap! Lol

  4. Achei bom o acontecimento: para deixarmos de fanatismo e ver que deve haver espaços para todos ( microsoft, java, oracle, etc ). Se marginalizamos uma tecnologia estamos colocando em risco milhares de empregos. Há pessoas que odeia Microsoft, nem leva em consideração os milhares de empregos no mundo gerado por uso de tal tecnologia. Foi bom a oracle ter comprado a Sun, melhor seria se tivesse sido comprada pela microsoft para dar um basta nos fanáticos. O preconceito é a mazela mais macabra do mundo que afeta as relações de boa convivência entre os seres humanos. Acho espetacular todas as tecnologias pois todas foram desenvolvidas por seres humanos.

  5. Engraçado , quem agora esta na mão de uma empresa ?

    Por isso prefiro pagar para ter meu software …

  6. Amigos, o Java sempre teve como chamariz a frase: – ‘Não é uma linguagem proprietária, é free…’. A Oracle pôs fim no OpenOffice, pôs fim no OPenSolaris, está processando o Google porcausa do sistema Android (jogada de gênio da Google) e o mundo Java anda meio sombrio. Será que a Oracle vai por fim ao Java Free? cobrar por uma licença? Imagine o NetBeans e o Eclipse e muitas bibliotecas se tornando pagos também? Então por onde ir agora? E o longo tempo aprendendo a programar Java? Será que é melhor migrar para o .NET da Microsoft (outra jogada de gênio do Bill)?
    Se você é um desenvolvedor de uma grande empresa, nada disso importa muito porque se o Java se tornar pago não será você que vai pagar a conta. Uma coisa é certa, o Java já está enraizado demais para cair. No entanto é perigoso levar isso ao pé da letra. O Clipper, o Visual Basic e o Delphi estavam bem enraizados, mas não suportaram os ventos dos novos tempos e os que não estão caindo estão inclinados a cair. Saiam de baixo se houver tempo.
    No entanto, acho que a comunidade internacional poderia agora se unir e criar uma linguagem totalmente nova, multitarefa, multiplataforma alguma coisa parecida com o Java e com o NET mas totalmente nova e que fosse simples como o Basic/Pascal/PHP e tão poderoso quanto C++/Java/C#. Quem se arriscará? Espero viver pra ver isso acontecer.

  7. Seu artigo está totalmente fora da realidade. Ser open, ser free não é mais uma opção, é estratégia vital, e o modelo de negócio mudou irreversivelmente, não adianta mais esconder código ou processar por quebra de patentes.
    A tendência é o aprimoramento progressivo e não reinventar a roda, jamais a Oracle irá cometer este erro.

  8. Marcos, as últimas ações da Oracle levam a crer que não está tão longe assim de acontecer o que tenho dito.. O jeito é aguardar e rezar para que isso não aconteça.

  9. Sei que o tópico é antigo, mas o assunto está muito atual com as novas distribuições e mudanças na forma de se pensar o Java.

    Nunca pensei que fosse postar isso um dia, mas estou tendo problemas com alguns aplicativos comerciais que foram todos feitos em JavaFX. Acreditamos que seria uma nova maneira de programar, com alta compatibilidade não apenas entre plataformas, mas entre dispositivos, como TVs, celulares e outros dispositivos de mídia diversos. Erramos!

    Para darmos prosseguimento aos nossos sistemas teremos de reconstruir tudo novamente, visto que o JavaFX foi definitivamente abandonado pela Oracle. Desse modo, temos duas opções:

    Reescrever tudo com Java/Maven, tentando corrigir os inúmeros conflitos que estão ocorrendo, por exemplo, entre o JasperReports e o Java 12 nesse momento (até então não solucionado).

    Reescrever todo o sistema para browser, como por exemplo em PHP, garantindo com isso a idéia de multiplataforma, inclusive com melhor renderização do que Java (exemplo: rodar java no windows não fica exatamente igual o linux, as fontes mudam de tamanho, é extremamente trabalhoso arrumar tudo!!).

    Ao meu ver, a 2ª opção é a mais viável, visto que nosso sistema utiliza muitas tabelas. Em PHP montamos tabelas 5x mais rápido do que em Java, além do CSS em PHP já estar bem definido, a linguagem ser melhor definida, com poucas atualizações, CSS e javascript bem definido, com pouquíssimas mudanças comprometedoras ao longo dos anos, além do fato de por si só já ser gratuita, diferente do Java que, acredito eu, tende a caminhar para o fim, ou próximo disso, após as decisões empresariais e capitalistas da Oracle.
    A melhor opção será realmente migrar para PHP, facilitando muito a atualização dos sistemas (não preciso atualizar o Java em cada uma das máquinas, não preciso instalar “cliente” em cada uma delas e corrigir variáveis de sistema em cada uma delas). Pelo menos no nosso caso o futuro é certo: rumo ao PHP!

    Com certeza, com o fim da gratuidade do Java, teremos nos próximos anos uma mudança na vertente da programação em todo o mundo. É um estímulo para que novas linguagens sejam criadas, repensadas e aprimoradas. Acredito, eu, ser o início de uma nova era no mundo da programação!

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