Artigo escrito por Derneval Ribeiro Rodrigues da Cunha – Criador do Barata Elétrica, uma das primeiras e-zines que eu li.

(obs.: este artigo apareceu inicialmente na revista 2600 – Hacker Quaterly Summer 2008 http://migre.me/1unkB , alguns trechos foram alterados parada dar conta da passagem do tempo)

Para aqueles que não se lembram de mim, eu sou o cara que escreveu o fanzine Barata Elétrica. Quem só lê a “2600 – Hacker Quaterly”, bom, pode checar no “hacking in Brazil” e “Starting a hacker scene”, etc.. Não sou o cara que começou a escrever textos do tipo que dão aos brasileiros a fama de serem os maiores webdefacers do mundo. Inclusive essa polêmcia do Lulz, não tenho nada a ver. Muito menos estimulei alguém a invadir o email da Dilma (o que eu ouvi numa conferência de in-segurança informática em Londres é que “nunca se deve invadir ou brincar de invadir computadores do seu próprio país”).

Nada disso. Sou o cara que primeiro começou a escrever seria e continuamente sobre ética hacker, sobre o tipo “hacker” (que não precisa ser invasor de sites), sobre vírus de computador (quando os artigos decentes sobre o assunto na imprensa escrita eram raros e espaçados), sobre conferências de segurança informática e folclore de computadores, etc..

Meu trabalhão era acompanhar a discussão entre escolas do nível básico através da Internet. Aí soube deste “Hacker and Virus Congress” em Buenos Aires, Argentina. Cerca de 4 dias que eu usei para aprender e falar com gente da (agora extinta) revista HackTic, 2600 – Hacker Quaterly e vários argentinos ligados a segurança informática, entre outras coisas.

Naquele tempo, pouca gente na América do Sul tinha contas na Internet (eu tinha várias, como 1807880@cat, rodrigde@spider, deus@qualquercoisa, etc.. ganhava para fazer o trabalho que hoje as pessoas fazem com o google). A maioria da cena “underground” acontecia em BBS, Fidonet ou coisas do gênero. O principal assunto de segurança era vírus de computador. Gerava um bocado de cobertura na Imprensa daqueles dias. Muito difícil conseguir qualquer info sobre “assuntos proibidos”. No meu caso, tive que “conseguir” uma conta Internet acadêmica. Legalmente. Minha.

Não vou falar sobre conexões horríveis, sobre modens que não funcionavam legal (como é que era o nome, zoltrix? Bom, escrevi sobre isso para 2600-Hacker Quaterly – “Brazilian Phone system”).  Estou falando de gente usando 600 bps ou 1200 bps, de vez em quando 2400 bps. Para baixar grandes arquivos de uma BBS a pessoa is preferir escolher online e depois ir na BBS em pessoa para pegar o material (No meu caso, nunca tive que usar telefone para nada, só usava Internet na universidade). Estudantes da segunda maior universidade da América Latina eram ignorantes sobre o assunto, exceto o que havia em filmes como “Wargames” (dizem que filmaram de novo e ficou uma porcaria). Esses foram os “anos dourados”.

Qual era o meu objetivo, então? Juntar gente, para trocar informação. Precisava de ter gente com quem conversar. E essas pessoas tinham que saber sobre “hacking”. Tinha que espalhar a palavra, para conseguir isso. De forma que pessoas em todo o Brasil (aqueles que mereciam ser chamados de “hacker”) poderiam saber sobre o que se tratava e fazer encontros. Mais tarde, a coisa seria preparar para uma conferência hacker brasileira. De forma que eu comecei da forma mais fácil: através de uma publicação eletrônica. Exatamente quando as pessoas estavam começando a aprender sobre a Internet. Não havia acesso comercial, só acesso acadêmico (pós-graduandos de universidades conectadas). Meu fanzine eletrônico foi o primeiro. O primeiro (e único, durante um bom tempo).

Meu chefe (na época) não me despediu quando soube dos meus planos. Ele entendia das coisas. Mas ao contrário do que ouvi falar sobre isto de fazer fanzine, sempre foi um grupo de pessoas que se juntou e fez. Eu estava sozinho. Tinha que me virar. Para fazer um e-zine (eletronic fanzine), pedi permissão para publicar isto ou aquilo,  “emprestei” arquivos em domínio público, copiei só pedaços de artigos ou, em vários casos, reescrevi do meu jeito. Tem material que era tão bom que ainda está sendo publicado hoje (sem minha aprovação ou referência a minha autoria). A pior parte é que alguns autores que usaram textos inteiros foram best-sellers. Mesmo passados todos esses anos, ainda não estou 100% certo de que vou processar ou não este pessoal.

Tudo funcionou bem. Minha escolha de escrever (o fanzine) em ASCII puro ajudou a ser baixado e distribuído em BBSes pelo pais afora e no exterior, em lugares de língua portuguesa como Portugal e Moçambique. O fanzine Barata Elétrica se espalhou que nem praga. Apareceu em lugares como a Usenet, na lista 2600 e na soc.culture.brazil. Que eu mesmo coloquei para baixar foi na EFF e no etext.org (checar no Google para o URL atual ou acessem http://barataeletrica.cjb.net).

Gente da faculdade de Ciência de Computação da UFSC permitiu a existência de um “mirror” com os números do fanzine lá no website por cerca de 10 anos (agradeço a eles, com certeza). Na minha própria universidade, a USP, não queriam nem ouvir falar (eles me odiavam quase abertamente, uma vez o pessoal de informática me suspendeu o acesso Internet por mais de 2 meses).

Em pouco tempo, as pessoas começaram a  escrever outras publicações, mais agressivas, como o e zine Axur 05, Nethack e uns outros, a maioria em BBS. Era o tempo da prisão do Kevin Mitnick. Se alguém quisesse ser conhecido como um “hacker”, ele e seus amigos escreveriam um E zine. Montes de informação “boa” começaram a aparecer, ex: arquivos sobre o sistema telefônico brasileiro e como fazer chamadas gratuitas (já arrumaram esse problema).

O fanzine começou a ficar complexo. Descobri que gostava de escrever. Ficou sendo mais do que um hobby. Sempre levava mais tempo para escrever tudo. E se eu não gostasse daquilo que escrevia, reescreveria o artigo. O e zine que era para ser simples cresceu com seções como FAQ, história, melhores artigos (IMHO) e uma seção de notícias que era tão difícil de manter que eu a converti num blog (http://barataeletrica.blogspot.com – postava tanto que o google me perguntou se eu queria uma conta do recém inaugurado gmail). Se eu escrevesse qualquer coisa, haveria sempre uma referência, um link ou origem de onde tirei a informação. Não fui eu que disse, vão processar outra pessoa.

As pessoas começaram a oferecer serviços tipo: como melhorar meu html (muuuito pobre) e acesso a web sites. De graça. Eu recusei. Comecei sozinho, ninguém queria perder seu tempo me ajudando. Agora que eu era famoso, quem se importa? Além disso, um e zine melhor ficaria muito mais complexo. Meu foco não era de fazer melhores artigos para uma massa crescente de gente que estava conseguindo acesso a Internet. Do jeito que estava, já eram 3 a 4 e-mails por dia sobre “quero ser hacker, me ensina”.

Poderia e talvez deveria ter transformado isso numa empresa (quem sabe, eu poderia conseguir escapar da “bolha” da Net). Mas aí eu teria que cobrar. Para falar a verdade, quando eu comecei nem o conceito de freeware era muito bem compreendido. Para mim, isso significava não ter que me preocupar em pagar salários, taxas, contabilidade, direitos do consumidor, aquela coisa toda. Teria que registrar tudo tudo tudo. E aí, seria um alvo. Se alguém me processasse e eu perdesse, pronto: acabou. E  os artigos que eu  colocava quase sempre estavam no limite da legalidade. Não usava codinome, usava meu próprio nome.

Minha opinião era bastante respeitada. O suficiente. Entre outras coisas, posso dizer que ajudei a começar o papo sobre Linux no Brasil (obs.: a imprensa escrita, quando falava de informática, não mencionava o S.O., até aparecer um artigo no fanzine).  Phiber Optik veio no Brasil (eu não tinha grana nem me convidaram para a palestra dele) mas eu dei dica para todo mundo perguntar para o cara, fazer uma comparação entre a segurança do Windows vs. a do Free BSD (repórteres daquele período não sabiam nada disso – gerentes de informática também não).  E perguntaram.

Eu também estava lá para dar suporte técnico quando a ativista da Anistia Internacional, Fernanda Serpa começou o movimento “Support Kevin Mitnick”, que correu paralelo ao Free Kevin (não foi do Free Kevin a ideia de demonstrar que o Mitnick estava preso sem julgamento há tempos, coisa impensável numa democracia). Antes dela começar eu já repetia que o sujeito não podia ser culpado de tudo aquilo, tinha coisa errada. Quando houve um blá-blá-blá de trazer Markoff e Shimamura numa conferência de US$ 400 por cabeça, muita gente queria ouvir os autores do “O Pirata e o Samurai”, best-seller. Eu escrevi um artigo no e zine e depois de um tempo, nunca mais ouvi falar de alguém querer trazer esses caras aqui no Brasil. Se vieram, foi como turistas.

Minha tarefa estava completa. A “cena hacker” tinha acontecido. Não era mais um sonho. Haviam encontros de ratos de computador, 2600 e gente falando sobre isso em tudo quanto é lugar. As pessoas sabiam a diferença entre “hackers do bem” e lamers.  Mas a imprensa continuou a publicar artigos ensinando coisas ruins só pelo prazer da coisa. Um número da extinta edição brasileira da Internet World me surpreendeu. Quase tudo era sobre coisas ruins de hackers. Havia material que podia ser usado para se aprender a “nukar” PCs rodando Win 95. Minha sorte: eu neguei uma entrevista. Talvez me considerassem parte de um grupo maléfico. Outras revistas fizeram artigos semelhantes (praticamente resumiam livros). E alguns caras começaram a escrever livros usando material dos e zines. E eram um sucesso, mesmo que o que estivesse nos livros não funcionasse mais. Fácil mostrar que o vandalismo eletrônico do Brasil de hoje vem desses livros e revistas.

O congresso “hacker” que eu planejava nunca aconteceu (várias razões). A Internet comercial estava se espalhando rápido e eu não tinha um diploma de Ciência da Computação (1). Meu conhecimento era baseado em Unix e ficou desvalorizado numa primeira etapa, todo mundo, as empresas em geral adotaram Windows para tudo o que era relacionado na Internet. Como a maioria dos “dinossauros”, não acreditava numa Internet comercial. Ao invés de montar empresa (o pessoal do Cadê, do Yahoo com certeza não sabia muito mais do que eu),  fui fazer pós. Minha ideia era usar minha signature e lema “I login, therefore I am” (podem checar no google ou na Usenet, sou o autor dessa sentença), transformar essa ideia num trabalho acadêmico que poderia também conter minhas experiências começando a cena “hacker” brasileira.

As pessoas ficavam me pressionando direto por um livro sobre todos os meus sucessos, não uma tese. O fato é que coletei dados o suficiente para escrever um tanto sobre aqueles dias. Só alguns números do fanzine já fornecem material para 2 ou 3 livros. Algum dia vou fazer isso. Hoje, escrever um livro apenas para ganhar dinheiro seria me vender. E dinheiro, eu poderia ter feito isso até mesmo com um cartão “sou amigo do autor do fanzine Barata Elétrica”. Um ex-amigo meu teve sua dívida de R$ 40 perdoada, só porquê me apresentou ao devedor.  Desse jeito.

Se quisesse escrever sobre “como fazer hacking”, teria feito muito antes e ganhado, fazendo palestras (um “esperto” chegou a me tentar com isso, no início da minha fama).  As pessoas algumas vezes me descrevem como um paranoico. Aliás “O Paranoico”, na ausência de uma palavra melhor. Sempre. De fato, tão logo eu descobri que algumas pessoas estavam querendo ficar do meu lado por conta do “hacking dark side”, a noia aumentou. Com jornalistas e gente da imprensa também. Quando me arrumaram um contato (supostamente) da Suellete Dreyfus, supostamente ela estava querendo me entrevistar, declinei a oferta.

Algumas vezes até mesmo perdi “amigos” porque eles desistiram que eu escrevesse sobre eles. Então mudei algumas coisas. Sempre avisava que meu foco era em ética hacker e busca de conhecimento. Mudei meu jeito de escrever para evitar os cntrl-c-cntrl-v.  Ainda é sobre “hacking” mas dentro de um ponto de vista mais amplo. Como se ensinaria sobre “hacking” sem usar computadores? Pode-se perfeitamente aprender sobre “hacking” sem “brincar com computadores”. Alguns leitores disseram que continuariam lendo. E eu mantive o e zine e o blog por ser um desperdício parar com os dois.

Algumas vezes, vale a pena fazer um blog. Uma vez postei que precisava de uns chips de memória para meu computador 486 (usava como máquina de escrever). Um cara do Rio de Janeiro, M.P., especialista em Free BSD, leu meu blog, pediu meu endereço postal e mandou os chips. Junto com outras coisas, num total de 16 kg de hardware, uma CPU completa feita de peças que ele catou com os amigos. Fizeram uma festa, as pessoas trouxeram coisas, ele montou um Pentium 233, 30 gig HD, via SEDEX. O micro ainda funciona até hoje (um amigo ficou babando de inveja quando viu a qualidade da placa da CPU). Que  que a gente faz com um cara desses? Mandei umas camisetas do fanzine agradecendo. (O que eu precisava agora é de um netbook, notepad ou laptop mas acho que vou economizar e comprar).

Aí uns anos atrás, ele fez isso de novo, dessa vez um Pentium 4, 150 gig HD. Com monitor. E algumas revistas de ficção científica com reportagens sobre Asimov, Wells e Júlio Verne. Minhas leituras favoritas do tempo de infância e adolescência. Talvez esse cara seja um dos 35 homens justos, cuja existência impede Deus de destruir a terra. Não sei.

O problema, quando se escreve um e zine hacker hoje, é que tudo está facilmente disponível, todo mundo tem bem mais acesso do que no tempo em que comecei. E há muita gente que alega ter conhecimentos “hacker”. Mesmo o Youtube tem vídeos sobre insegurança computacional. Não se precisa ir no “underground” para se aprender sobre “assuntos subversivos”. Minha opinião, é preciso se ter consciência, bom senso, o assunto principal no fundo das matérias, desde o primeiro número. Se você escreve sobre como fazer isso, isso fica velho rapidinho. Quando você escreve sobre como pensar acerca disso, a coisa continua útil sempre. Quem quiser pode pegar velhos números  do fanzine e ainda achar bom material, capaz de salvar sua pele algum dia.

Muito ruim que eu não escrevi uma tese sobre meus feitos. Não sou tão conhecido fora do Brasil, apesar dos meus artigos na 2600-Hacker Quaterly. O fato de que eu não escrevi um livro também pega. Como poderia escrever um livro sobre “iniciar uma cena hacker” e ainda conseguir um emprego “normal” em qualquer lugar mas em segurança informática?  Já houve várias conferências “hacker” em São Paulo. Inclusive moro na cidade. Mas houve vezes em que não podia ir. Muitas câmeras de TV.  Exemplo: numa conferência específica, eu estava trabalhando próximo a uma sala onde estava um pessoal encarregado de processar o Youtube. Puxa, até a legislação que estava sendo consultada eu via na minha frente. Esse pessoal tinha que saber do meu passado? Deveriam saber? Já em outra, pude ir, me garantiram menos câmeras e nenhuma da TV.

Também tem o fato de que as pessoas sempre cobram mais se sabem que você é famoso. Durante muito tempo estudei esses casos de celebridades instantâneas e coisas a respeito de como lidar com fama. No futuro, todo mundo vai ter que lidar com isso (para ser mais exato, alguém colocou um link de um texto meu (http://migre.me/1unAF) sobre isso num Orkut sobre a Geisa da Uniban, no início daquela história, e mas não dá para dizer até que ponto isso influenciou – eram conselhos úteis).

A maioria das pessoas conectando com a Internet não sabem nada disso e perdem ótimas oportunidades. Aconteceu, antes da pessoa se acostumar com isso, já foi. As pessoas tem que se conscientizar que ficar famoso não é um conto de fadas. Para se fazer bom uso disso, tem que se saber a respeito. Você publica alguma coisa no Youtube ou num blog, será lembrada pela eternidade. Você cresce, muda, envelhece. Mas seu passado continua lá. Do jeito que foi. Minha grande sorte foi que  eu escrevi coisas pensando. Não tenho muito remorso sobre isso.

Quando se é famoso, algumas pessoas acabam conhecendo você porquê eles estão ficando famosos na mesma época mas com outras ocupações. Como o delegado de polícia Mauro Marcelo, primeiro “cybercop” brasileiro. Chegou a responder e-mail meu com um pedido de entrevista (que acabou não acontecendo). Na época ele estava como chefe da ABIN, me conhecia (quase todo mundo me conhecia de ouvir falar, por volta de 1995, 96) e isso poderia ter facilitado um acesso. Claro que ele nunca me “pegaria” ou me “prenderia”. Parei com qualquer coisa parecida com ilegalidade quando comecei o fanzine.

Talvez ainda faça alguma coisa mas nem preciso fazer. Hoje em dia, o acesso é muito mais fácil. A palavra mágica “por favor” funciona bem. Se a pessoa não me conhece, me apresento. Procuro gente que me conhece. Estava sem dinheiro nenhum para ir na Campus Party, ver o Kevin Mitnick de perto. Consegui entrar lá com convite e tudo (alguém me ajudou). Com um pouco de jeito, praticamente furei a fila de credenciamento, consegui chamar a atenção dele, que já estava indo embora.  Mesmo ele sendo bastante legal com os fãs (muita gente fotografou ao lado dele e postou vídeos no youtube), podia não acontecer.. Acho que o fato de que eu falo um inglês fluente, conheço outras personalidades da Internet além dele, experiência internacional, o envio deste artigo publicado na 2600 – Hacker Quaterly,  tudo isso ajudou um pouco.  Consegui marcar um encontro, jantamos num lugar e ainda fomos numa casa noturna, até as 4 da manhã. O cara é legal, não tem um pingo de arrogância.

Muito gozado como os tempos mudam mas os tópicos continuam os mesmos. Agora são 16/17 anos do Fanzine Barata Elétrica (saindo quase bianual ou mais). Uma grande experiência. Boa parte dela é culpa dos leitores. Dá uma sensação muito legal quando se encontra alguém cuja vida mudou por causa de um artigo escrito por você. Não fiquei rico, mas aprendi muito. Desde legislação, direito autoral, editoração, marketing, RH, até mesmo jornalismo. Falta só aparecer em algumas conferências pelo mundo afora (depende delas acharem minha história interessante ou não) e lançar um livro contando as experiências.

Acredito que todo mundo deveria escrever o seu próprio fanzine, blog ou mesmo twitter. Alguém já disse alguma vez em algum lugar: se você não gosta das notícias, sai e vá fazer algumas. Todo mundo pode ajudar  a melhorar o mundo, com pequenas coisas. Simplesmente ajude sua comunidade. Comecei com algo enviado para umas poucas pessoas que usavam a rede num laboratório de informática. Pense a respeito. Boa sorte.

(*)O que eu aprendi sobre direito autoral, legislação e etc mais do que o suficiente para  entender que não valia assim tanto a pena. Algum dia mudo de ideia.
(1) Sou formado em Letras Alemão e terminei 2a graduação em Ciência da Informação com um TCC sobre Web Analytics. Tudo na USP. Estou pensando em fazer Estatística ou Matemática (porquê se eu quiser me oferecer até como estagiário, tenho que ter vínculo com Ciências Exatas e eu não vou pagar faculdade particular).

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Este post tem 12 comentários

  1. Gustavo, o que acontece é que hoje em dia, com o google, a mulekada se acha hacker, mas não passam de scriptkiddies.
    Hacker bom mesmo é raridade, o cara que programa, pesquisa, planeja é muito raro, não só no mundo underground, como no mercado de trabalho.
    Sou assumido amigos da mulekada do Lulz e Anon, porém, os cabeças são os caras das antigas, os caras que brincavam no chat da mandic.
    Usar o LOIC, Webloic e SQL Injection, minha mãe usa.
    O que salva o Lulz e o Anonymous são os veteranos, os que realmente conhecem da coisa, caso contrário, eles já tinham sucumbido.
    Apoio ALGUMAS ideologias deles, mas, o Lulz tem pisado na bola porque passou de protesto para cyberpalhaçada.
    A responsabilidade do texto acima é minha, Alan Sanches, esecurity.com.br;

  2. Lembro e muito dos chats do mandic e concordo com os pontos que vc levantou.

  3. Esperado o seu livro com certeza eu compro um ou se você quiser me dar de graça eu irei aceita 😉 rs

    É bom ouvir , ler e ver um cara das antigas que tem mais conhecimento e malícia.

    Mestre 😉

  4. O Gustavo não pode ir à praia…..

  5. Demonoid.me aberto para registro :), só para constar

  6. heheh conta criada vlw pelo aviso manolo xD

  7. Ótimo texto. E OBRIGADO Fabio pelo aviso. Cadastro criado! =)

  8. Derneval é “O CARA”!!!

    Coneço o fanzine desde o número 0. Isso mesmo. Existiu o número 0 e tenho ele impresso. Consegui quando fiz a minha primeira incursão na Internet. Gateway 286, modem de 14400 USRobotics. Muita coisa aprendi com o Derneval. Foi por causa dele que conheci o universo Linux. Foi por causa dele que conheci o que é Engenharia social. Foi por causa dele que entendi o que significa a palavra hacker. O resto? O resto é uma parcela de molecada sem noção fazendo vandalismo.

    Atualmente, a maioria dos usuários que acessam a Internet, não tem a mínima noção de segurança e uma grande parte de máquinas na rede viram zumbis por conta de usuários que adoram clicar em tudo que lhes chamam a atenção. E tome SPAM, tome correntinha, tome emails de recadastramento em contas de bancos, etc. Posso até dizer que o Denerval teve(e ainda tem) uma antevisão do futuro assim como Alvin Toffler no seu livro “A Terceira Onda”.. Está tudo nos fanzines do Barata Elétrica. Tenho todos, desde o começo e posso afirmar isso.

    Por isso volto a repetir.

    Derneval é “O CARA”!!!

  9. Desde 97/98, quando comecei a estudar sobre linguagens (Pascal, C/C++ e por ai vai) e TI de uma forma geral, já lia alguns artigos no seu FanZine Barata Elétrica. Com certeza um farol, uma referência, nos primórdios da internet brasileira. Poderia dar-lhe meus parabéns pelas suas realizações como de costume, mais farei como alguns colegas meus fazem ao encontrar os caras mais experientes na ti, saldando-os com os cumprimentos do aluno para com o mestre: “OSS ” Sensei.

  10. um comentário feito por quem nunca fez, não faz e nunca fará parte da comunidade. um port simplestemente fora da casinha.

  11. O dicionário da língua portuguesa deixa claro que comunidade é qualidade daquilo que é comum, sociedade, identidade ou conformidade. Como boa parte daqueles que fazem parte da comunidade brasileira de segurança não possui qualidade, não são comuns, não vivem em sociedade, não possuem uma identidade ou conformidade, sim, eu não faço parte dela. Entendeu ou deseja que eu desenhe para vc ?!

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