O mais interessante de se trabalhar em grandes empresas é a falta de limites financeiros para se adquirir qualquer recurso de TI, seja ele hardware, software ou pessoal. Precisando é só comprar. Mas e quando trabalhamos em empresas de terceirização de serviços, outsouring, e os nossos clientes não possuem tantos recursos ? O que acontece ?

Uma das primeiras coisas é a reutilização de hardware, na grande maioria dos casos servidores, servidores estes que não terão uma única aplicação rodando, mas sim 3, 4, 10 ou 100, isso só depende da quantidade de recursos (CPU, memória, HD) que ele possui para suportar. A virtualização está ai para concretizar a tão sonhada “multiplicação das máquinas”, alocando o recurso exato que aquele determinado servidor ou aplicação, em alguns casos, irá necessitar, disponibilizando os recursos ociosos para outros fins, mas isso tem um limite, tanto físico como operacional ou de performance. Trabalhar exaurindo os recursos de uma máquina é perigoso, como dizem no mercado, “atolando a máquina, uma hora ela espana”.

Outro problema que ocorre e muito quando as empresas não possuem recursos financeiros suficientes ou houve o estouro do budge é a criação dos Projetos Frankenstein. Uma máquina xing ling aqui, um sistema operacional sem suporte ali, uma arquitetura para homologação e outra para produção, exemplo: Desenvolvendo em 32 bits e instalando em uma produção 64 bits. Esse tipo de projeto sempre lhe trará problemas, principalmente para o time ou área que irá suporta-lo.

A melhor forma para vocês se defenderem destes dois pontos citados é a documentação ou criação de carta de risco, documento esse que é apresentado ao cliente e o mesmo deve assina-lo para que você possa suportar o ambiente, mas com uma série de ressalvas ou premissas que irão proteger você e o seu emprego.

Lembro-me que no início dos anos 2000, o Linux era dito como um sistema Frankenstein, sem suporte ou empresa que o distribuísse, como confiar em algo que é suportado por qualquer um ?

Essa era a frase ouvido por centenas de analistas de suporte em todo mundo, passados 10 anos, nós temos datacenters que possuem mais de 70% do seu parque de servidores compostos por servidores Linux, muitos deles sem uma empresa como a RedHat para suporta-los, mas sim analistas de suporte competentes e uma comunidade ativa que tem como objetivo auxiliar na resolução de problemas e até mesmo na criação de patches.

Uma dica, cuidado com a frase: “Esse ambiente foi criado só para testes, nunca vai virar produção!” – Eu aprendi que não existe nunca, principalmente quando falamos de clientes.

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