Você já ouviu falar no termo PJ (pessoa jurídica) ? Uma modalidade de contratação que foi empregada em massa há 4 anos por diversas empresas em todo o Brasil. Bancos, empresas de telecomunicações, consultorias e fábricas de software eram o que mais contratavam PJ, isso tudo devido a redução de custos.

Muitas consultorias enriqueceram graças a essa modalidade de contratação. Elas vinham com o discurso de apoiar o profissional, mas na verdade, e ela simplesmente repassava o dinheiro, tirando é claro a sua impressionante margem de lucro que passa de mais de 100% em muitos dos casos.

O profissional de TI era tratado como produto de prateleira, precisou, contratou, não preciso, dispensa.  Muitos profissionais se sujeitavam a este tipo de contratação, pois o mercado possuía 90% de ofertas para profissionais PJ e 10% para CLT, e quando achavam uma boa vaga como CLT, o salário era menos da metade se comparado com o de um PJ.

O profissional PJ tinha a falsa ilusão de dinheiro no bolso e se sujeitava aos péssimos tratamentos impostos pelos seus empregadores. Mas também tinha o lado bom da coisa, quantos PJ simplesmente não apareciam no dia seguinte, pois haviam encontrado uma vaga melhor de emprego, muitos aceitavam um aumento de 50 centavos na hora. As consultorias ficavam p da vida.

Depois disso e de alguns milhares de processos trabalhistas, as empresas aprenderam que PJ não é uma boa forma de contratação, e hoje, são poucos os profissionais que se sujeitam a isso, mas infelizmente o tratamento para estes profissionais continua o mesmo. Soube de um caso recente a respeito de uma  grande consultoria paulistana que vem atrasando os salários de seus recursos, os PJs, e reclamou quando um deles não apareceu no dia seguinte para trabalhar no cliente. Muita gente esquece do velho ditado: Ninguém trabalha de graça.

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Este post tem 3 comentários

  1. Mas uma vez voltanto à questão da regulamentação da profissão. Com piso salárial e uma descrição forçada de cargos e salários os CLTistas passariam a ser mais valorizados/respeitados. Em teoria. Pois se tomarmos como exemplo outras categorias, corremos o risco de ficar engessados. Porém é claro que esse tipo de contratação (PJ) iria ser desistimulada pelos própios profissionais, diminuindo o campo de atuação de tal prática.

  2. O pior é ter que ouvir: “se você não está interessado, tem quem esteja”.

  3. O engraçado é ver toda a empresa CLT e só o pessoal de TI como PJ… O governo faz vistra grossa.

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