A Folha online lançou a seguinte notícia hoje: Brasil corre para adotar novo padrão mundial de navegação relacionando este título com o fim dos endereços IPv4 e a “corrida” que as grandes empresas de TI estão tendo para migrar ou adotar o IPv6 em sua infraestrutura.

Serei bem sincero, o profissional que escreveu esta nota no site da Folha (terá sido um estagiário ? sinceramente não vejo outra explicação) pesquisou errado no Google, a notícia menciona que as empresas têm que correr pois têm um prazo de apenas 16 meses para finalizar todo o processo, não deve estar falando sério.

Primeiro o prazo para um projeto destes de 16 meses é excelente, segundo que várias empresas estavam se preparando há 2 anos já que a “escassez” dos endereços IPv4 não veio do nada. Se ele está correndo agora é devido ao mal planejamento, má gestão ou desconhecimento total do mercado.

Mais uma vez está provado que não é só ter diploma de jornalista para escrever sobre uma notícia, ele precisa entender um pouco sobre o assunto, principalmente quando falamos sobre TI, caso contrário, teremos esse tipo de noticia, como a que saiu na Folha.

Voltando ao assunto da migração do IPv4 para o IPv6, há uma série de artigos muito bem escritos pondo um fim em diversos mitos que foram criados por jornalistas, profissionais de TI e até mesmo por alguns órgãos governamentais brasileiros.

Eu ainda não pesquisei e é uma dúvida que eu tenho: Será que teremos que pagar mais uma grana para conseguirmos um range IPv6 ? Caso a resposta seja sim, imaginem o montante financeiro que o órgão que faz a gestão do endereçamento IPv6 no Brasil irá faturar em pouco tempo ?!

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Este post tem 2 comentários

  1. Essa pesquisa que você não fez, é rápida…

    http://registro.br/provedor/numeracao/

    Quanto ao órgão que faz a gestão, faturar, este é o NIC.BR, órgão sem fins lucrativos, onde o valor pago é para pagar despesas operacionais e repasse para a LACNIC, que faz o mesmo (pagamento de despesas operacionais).

    Lembro também alguns pontos importantes:
    – O NIC.br é uma instituição sem fins de lucro, ao contrário da maioria dos registrars e registries que tomam conta dos domínios genéricos, e executa as políticas definidas pelo CGI.br, que por sua vez é um comitê multisetorial, que representa todos os setores envolvidos com a Internet no país, incluindo governo e sociedade civil.
    – O dinheiro arrecadado com os .br financia, além da própria operação do Registro.br, todos as demais atividades do NIC.br, por exemplo:
    * os cursos de IPv6, gratuitos para os provedores
    * o pessoal e equipamentos dos PTTs
    * as pesquisas TIC sobre a Internet Brasileira
    * os eventos GTER, GTS (e o apoio em outros como SBRC e FISL)
    * o trabalho de tratamento de incidentes de segurança do CERT.br
    * o escritório do W3C no Brasil
    * as pesquisas sobre a qualidade da Internet no Brasil
    * etc.

    Portanto, posso garantir – sem entrar no mérito desta ação específica – que o Registro.br não tem o objetivo de prejudicar o mercado Internet, ou ganhar dineiro com isso, muito pelo contrário.

    (elaborado com citações de Antônio M. Moreiras – Supervisor de Projetos NIC.BR)

  2. Ahh… uma idéia de pauta… poderiam entrevistar alguém do NIC.br pra esclarecer estes e outros pontos (registro de dominios, ipv6, ptt, inoc-dba, gter, gts, etc.) que a maioria desconhece.

    O pessoal de lá é muito gente fina.

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