Será que a marginalização do profissional estritamente técnico está mais perto que nós imaginávamos ?

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Essa foi a pergunta que fiz para um grupo que venho trabalhando há algum tempo, onde a resposta foi bem desanimadora.

Será que devido aos recursos que temos hoje, como Google, Wikipédia, serverfault e stackoverflow, o profissional, estritamente técnico, está fadado a ser tornar um mero recurso,  que pode ser substituído a todo o momento e sem a menor cerimônia, como um torneiro mecânico ou qualquer profissional fabril que existe por aí ?

Culpa disso não seria das empresas e suas longas exigências quanto a tantas certificações que precisamos obter para conseguirmos um emprego, mas com uma baixa remuneração ?

Já ouviram aquela expressão – o que diferencia um analista sênior de um pleno, para um júnior e para um sênior é um tempo que cada um deles demora para descobrir a solução de um problema, via google ?

Vejam, as certificações nivelam mais do que ajudam os profissionais de ti, já que a sua grande maioria prima pelo conhecimento em atuar com um determinado produto ou tecnologia, não exigindo nada acima de normal, como por exemplo, o desenvolvimento de uma solução ou patch que ninguém havia pensado até então.

Será que isso não estaria afetando a capacidade intelectual e imaginativa dos profissionais de ti, onde somente programadores seriam os responsáveis pelo desenvolvimento de novas ideias, produtos ou serviços, e pior, dos estudantes que vêm ingressando no mercado de trabalho ?

Mas, até mesmo os programadores, aqueles focados em tecnologias como JAVA, não estariam sofrendo do mesmo mal, a maginalização de seu trabalho ? O nivelamento, sempre para baixo, quanto ao seu conhecimento, capacidade de criar e desenvolver novos projetos, e pior, o salário, não estaria criando o profissional meia boca ?

Infelizmente, é isso que eu tenho constatado na maioria das vagas em aberto pela Apinfo e Catho. Elas solicitam profissionais que saibam a tecnologia x, y ou z, além do framework blah blah blah. Nada de capacidade de criação, raciocínio rápido ou habilidade em resolver problemas com os mais diferentes tipos de tecnologia.

As empresas querem mesmo o profissional que preencha todos os requisitos técnicos solicitados, os quais são muitos, toda aqueles títulos e certificados, pagando pouco e que ele jamais, em hipótese alguma, discuta a metodologia da empresa ou sua forma de trabalho, seguindo sempre a cartilha do local para o qual ele foi escravizado, desculpe-me, contratado.

Abaixo segue alista dos perfis que nos leva a crer que este movimento vem ocorrendo e já algum tempo:

  • DBA
  • Analista de segurança
  • Analista de infra
  • Desenvolvedor Java

Vocês são da mesma opinião que a minha ?

 

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